Cinco obras da pintora Vieira da Silva a leilão
Fundação pede ao público que as compre para o Museu Arpad Szenes – Vieira da Silva.
O leiloeiro Miguel Cabral Moncada diz que trabalha no mercado de arte há 23 anos, mas nunca viu nada assim: um leilão aberto ao público com objetivo mecenático.
Dito por outras palavras, as pessoas que quiserem – e tiverem disponibilidade financeira para tal – podem deslocar-se esta tarde ao Centro Comercial Colombo, em Lisboa, e licitarem nas cinco serigrafias de Maria Helena Vieira da Silva (1908-1992) disponíveis para leilão. Depois de adquiridas, passarão a integrar o espólio da Fundação (e o Museu) Arpad Szenes – Vieira da Silva.
"A ideia partiu da própria Fundação, que não tem dinheiro para adquirir as obras, e encontrou esta solução", diz o leiloeiro, que participa no projeto também a título gracioso.
"São obras de valor relativamente baixo: estamos a falar de valores na ordem dos 600, 700 e 800 euros, portanto, claramente acessíveis", acrescenta Miguel Cabral Moncada. "É importante que, enquanto agentes do mercado de arte, possamos ajudar os agentes museológicos a aumentarem o seu acervo."
O leilão, que não vai aceitar licitações online, tem o Alto Patrocínio da Presidência da República e início marcado para as 19h00, na praça central do Colombo.
SAIBA MAIS
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2,3 milhões de euros é o preço recorde atingido por uma obra de Maria Helena Vieira da Silva. O quadro em questão, ‘L’Incendie 1’ (‘O Incêndio 1’) foi pintado em 1944 e vendido em Londres no ano passado. Chegou a pertencer ao colecionador Jorge de Brito.
Inaugurado em 1994
A Fundação Arpad Szenes-Vieira da Silva tem como vocação a divulgação e estudo da obra dos artistas plásticos que lhe dão nome. Em novembro de 1994 abriu, em Lisboa, com esse mesmo fim, o Museu Arpad Szenes-Vieira da Silva.
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