Cinema de acção perde o mestre
À conta dele, uma geração de rapazes passou a idolatrar Tom Cruise e os óculos de aviador transformaram-se num estilo. Tony Scott assinou ‘Top Gun – Ases Indomáveis’ em 1986 e fez disparar a sua carreira e a de Cruise. O realizador britânico de 68 anos decidiu, neste domingo, deixar de fazer filmes. E de viver. Atirou-se de uma ponte em Los Angeles, pondo toda a Hollywood de luto e perplexa. Segundo o site da ABC News, tinha um cancro no cérebro, inoperável.<br/><br/>
"Não haverá mais nenhum filme de Tony Scott. É um dia trágico", escreveu no Twitter o cineasta Ron Howard.
Scott atirou-se da ponte em San Pedro, pelas 12h30 (20h30 em Lisboa). De acordo com testemunhas, caiu mesmo ao pé de um barco de turistas que passava. A polícia informou ainda que o cineasta deixou um bilhete no carro, estacionado ali perto. Outra carta foi encontrada no seu escritório, mas o conteúdo não foi revelado.
Irmão do também realizador Ridley Scott, Tony começou a carreira frente às câmaras ainda adolescente, na curta-metragem do irmão ‘Boy and Bicycle’ (1965). Mas foi pelos vários filmes de acção que assinou que conquistou estatuto e aplausos pelo Mundo fora.
Com Ridley co-produziu vários êxitos, entre os quais o recente ‘Prometheus’, realizado pelo irmão. ‘Imparável’ (2010) foi o seu último filme como realizador, no qual voltou a dirigir a estrela Denzel Washington, com quem trabalhou ainda em ‘Maré Vermelha’ (1995), ‘Homem em Fúria’ (2004), ‘Déjà Vu’ (2006) ou ‘Assalto ao Metro 123’ (2009).
A actriz Rosario Dawson, que com ele trabalhou em ‘Imparável’, manifestou também o seu pesar: "Tony Scott...Partiste tão cedo."
As obras ‘Stoker’, com Nicole Kidman, e ‘Out of the Furnace’, com Christian Bale, são as suas últimas produções, que chegam em 2013. Estaria ainda na calha a sequela de ‘Top Gun’ para 2014.
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