Cirque du Soleil traz tenda a Algés

Há espectáculos que se vendem por si próprios e a história e os números falam por si. Sob a assinatura Cirque du Soleil não há evento que não esgote num ápice e, no espaço de seis meses, a companhia de circo canadiana traz a Portugal dois espectáculos que atraem milhares de pessoas. Afinal, desde a origem, em 1986, mais de 70 milhões de pessoas já viram, alguma vez na vida, um espectáculo do Cirque du Soleil. Agora chegou a vez de Lisboa, em dose dupla...

21 de novembro de 2007 às 00:00
Cirque du Soleil traz tenda a Algés Foto: d.r.
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A menos de uma semana de estrearem ‘Delirium’ no Pavilhão Atlântico (entre 28 deste mês e 2 de Dezembro), os responsáveis do Cirque du Soleil vieram à capital promover um outro evento: ‘Quidam’ chega ao Passeio Marítimo de Algés na terceira semana de Abril (em datas a confirmar) e Shawn Kent, director de Marketing da companhia, descreveu-o ontem à imprensa como uma das jóias da coroa.

“É uma produção de topo do ‘grand chapiteau’. Se ‘Delirium’ é para uma plateia maior, ‘Quidam’ é mais intimista”, disse sobre a produção estreada em 1996, à data ainda sob a orientação artística de Lyn Heward, também presente no encontro com a Comunicação Social.

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Dona de uma oratória entusiasta, a ex-presidente da divisão criativa do Cirque e actual consultora, Lyn Heward envolveu os jornalistas com histórias e descrições emocionadas sobre este espectáculo, “sobre pessoas anónimas que passam”. Valorizando a “criatividade, a multidisciplinariedade, o trabalho de equipa e a diversidade cultural” do evento, a responsável não se esqueceu de enaltecer o talento e o potencial de cada um dos artistas, trunfos indispensáveis a uma megaprodução desta envergadura. Porque, afinal, “em equipa somos poderosos, como indivíduos apenas temos talento”.

14 MILHÕES DE EUROS

Em Abril, são 53 artistas que se deslocam a Lisboa para, dentro de uma tenda montada em Algés, mostrarem acrobacias, danças e ritmos ímpares num estilo de espectáculo que já reinventou o conceito circense. Orçado em cerca de 14 milhões de euros, o show desenrola-se num palco de 22 metros onde arames, aros, cordas, teleféricos (cinco!), ferros, trapézios e o que mais houver servem de base a um conjunto de artistas que se misturam num evento de cor, magia, ritmo e desafio à capacidade física e até à gravidade.

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Dentro de dez dias, os bilhetes – cujo preço oscila entre os 25 e os 95 euros – estarão acessíveis ao público nos locais habituais. Para já, estão à venda apenas para os membros da comunidade Cirque du Soleil e para os aderentes à newsletter da UAU, a promotora portuguesa que traz ‘Quidam’ à capital. Mais um detalhe a reter: “O espectáculo estará em cena durante quatro a cinco semanas”, promete Shawn Kent.

SHAWN KENT

O director de Marketing do Cirque du Soleil, Shawn Kent, anda desde 2001 a “pesquisar os melhores locais e o timing certo” para trazer o circo a Portugal.

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LYN HEWARD

Durante mais de uma década foi responsável pela divisão criativa da companhia. Hoje, mantém um laço afectivo inegável e é consultora do Cirque du Soleil.

PAULO DIAS

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Já viu “quase todos os espectáculos do Cirque do Soleil” e conseguiu agora um desejo antigo: trazer ‘Quidam’ a Lisboa, numa tenda a montar em Algés.

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