Cirurgião que é poeta vence Prémio Pessoa 2022

João Guimarães já publicou mais de uma dezena de livros e venceu vários prémios.

16 de dezembro de 2022 às 09:31
João Guimarães, vencedor, prémio Pessoa 2022 Foto: Paulo Duarte
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"Surpreendido, grato, admirado e muito contente.” Era desta forma que João Luís Barreto Guimarães, de 55 anos, médico-cirurgião no Hospital de Gaia, professor do Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar da Universidade do Porto, poeta e tradutor, se sentia esta quinta-feira após o anúncio de que foi o distinguido com o Prémio Pessoa 2022 (60 mil euros).

A escolha do júri da 36ª edição, anunciada no Palácio dos Seteais, em Sintra, teve em conta o facto de Barreto Guimarães ser “uma voz inconfundível nos jornais e na poesia portuguesa contemporânea desde 1989, quando publicou o primeiro livro, aos 22 anos”.

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“Homem culto, participante ativo da cultura europeia cosmopolita, a sua sensibilidade poética transita da literatura para as outras artes com uma fluidez que não recusa a tinta sentimental ou a demonstração consciente da inconsciência da condição humana”, declarou o presidente, Francisco Pinto Balsemão.

Nascido a três de junho de 1967, no Porto, João Luís Barreto Guimarães lançou o seu primeiro livro de poemas, ‘Há Violinos na Tribo’, em 1989. O seu mais recente livro, ‘Movimento’ - que o júri “não valorizou especialmente” mas que considera ser “o culminar de uma longa carreira” - , foi editado em 2020 pela Quetzal.

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Pelo meio somam-se mais de uma dezena de obras, traduzidas na Europa e na Ásia, na América do Sul e do Norte, e muitos prémios, como o Prémio Criatividade das Nações Unidas e o Willow Run Poetry Book Award (EUA).

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