Coisa Ruim faz história

Após quatro dias de ‘aquecimento’, o Fantasporto inicia hoje a competição oficial, com a apresentação do filme ‘Coisa Ruim’, que tem argumento do jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho e realização de Tiago Guedes e Frederico Serra. Em 26 anos de festival esta é a primeira vez que um filme português inaugura o certame, o que marca também uma aposta forte da organização no cinema nacional.

24 de fevereiro de 2006 às 00:00
Coisa Ruim faz história Foto: d.r.
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O filme, que estreia a nível nacional a 2 de Março, conta a história de uma família citadina que recebe uma casa de herança no Interior. Esse cenário inóspito é palco para que as desavenças entre familiares se manifestem. O espectador é confrontado com vivências baseadas no temor dos pecados por pagar. Envolvido em crenças e tradições, o filme foi rodado durante sete semanas no últimos meses de 2005.

Mário Dorminsky, organizador do festival, justificou a aposta. “Já fazemos filmes a pensar no público, como é o caso recente do ‘Odete’. Os realizadores deixaram de fazer filmes para os amigos e para o próprio umbigo”, afirmou. E acrescentou que a escolha de ‘Coisa Ruim’ não se deve a “qualquer favor”, mas a parâmetros de qualidade. “É um filme tão bom como os melhores que se fazem lá fora”, disse.

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O Fantas alarga este ano os locais de exibição de filmes ao cinema Passos Manuel, onde será exibida a secção ‘Love Connection’, e à biblioteca Almeida Garrett, decorada com motivos indianos, onde ocorrerá a projecção da secção ‘Bollywood’, dedicada ao cinema de Bombaim. O ‘quartel general’ permanece montado no Rivoli, ao qual se junta também o cinema AMC, em Gaia.

Durante 15 dias serão projectados 230 filmes, dos quais se destaca também a estreia de ‘Espelho Mágico’ de Manuel de Oliveira, que será condecorado pelo Fantas a 2 de Março.

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