Concursos de 2011 entre as prioridades do novo director geral das artes
Rede de cine-teatros também entre as primeiras acções da nova estratégia cultural, além de programa de internacionalização das artes
João Aidos tomou posse como director geral das Artes, esta tarde, no Palácio Nacional da Ajuda e, entre as prioridades do seu mandato, estão o arranque do processo de concursos para apoios a projectos artísticos em 2011 e a criação de uma rede de teatros e cine-teatros.
"A abertura dos concursos é uma prioridade. Espero até ao final do mês desbloquear esse processo", disse ao CM no final da cerimónia de tomada de posse.
No seu discurso, também a ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, sublinhou a relevância
de "reunir condições" para lançar os concursos de 2011 com "celeridade", permitindo aos criadores e gestores "planificarem a sua actividade com segurança e serenidade."
Entre as medidas da nova estratégia cultural que agora se inicia, com a entrada em funções de João Aidos, está também um programa de internacionalização das Artes, anunciada pela ministra, numa parceria que envolverá a Direcção Geral das Artes, o Instituto Camões, o Ministério da Economia e o Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais.
Aidos reforçou ainda o seu empenho na "criação de uma rede de teatros e cine-teatros, um projecto que Gabriela Canavilhas lembrou estar implementado desde 1998 e "ainda por concluir."
No mesmo dia em que o novo director-geral das Artes toma posse, o seu antecessor, Jorge Barreto Xavier, esclarecia, à mesma hora, a Comissão de Ética no Parlamento sobre a polémica que envolveu o seu antecessor na DGArtes - que se demitiu quanto à sua controversa saída de funções.
Barreto Xavier reafirmou perante os deputados que o seu princípio de desempenhar o cargo pelo prazo previsto não foi possível por "divergências" com a tutela.
O ex-director geral das Artes demitiu-se há pouco mais de uma semana, alegando divergências com a ministra -, e, sobre esta questão, Aidos referiu apenas ao CM que tal assunto não lhe causou nenhuma pressão para as novas funções. "Falei com ele e a nossa relação já tem anos", disse ao CM para sanar qualquer dúvida sobre a sua posição.
Já quanto ao fim da ameaça de cortes no sector, Aidos sublinhou ainda que "esta é uma boa notícia para os artistas" e que foi um "passo importante para um sector delicado."
Também Gabriela Canavilhas ressalvou no seu discurso a "união de criadores e artistas", na sequência do recente período conturbado no sector após o anúncio de cortes de apoios à Cultura - o que não se virá a verificar - e a emergência de novas plataformas das artes.
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