Conheça os ‘Bananas’ vencedores do desafio lançado pelo CM

Saiba quem são as crianças que responderam ao desafio do CM a propósito do livro 'Diário de um Banana - Ora Bolas!'. Conheça-os e leia o que escreveram estes 'bananas', que são mais do que dignos desse nome, tal qual o é Greg, o herói banana.

21 de dezembro de 2013 às 14:04
passatempo, bananas, Diário de um banana, Greg, livro Foto: Vasco Neves
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O CM voltou a desafiar os seus leitores mais novos a confidenciar as suas peripécias. Desta vez, as aventuras foram na escola e os fãs do Greg - personagem principal da coleção ‘O Diário de um Banana' - enviaram um texto (e ilustrações, nalguns casos) com um dia de ‘banana' na escola. Leia os textos que ganharam o passatempo e divirta-se.

Os primeiros quatro 'bananas' vão ganhar o 'kit banana' que é composto pelo último livro da coleção, 'O Diário de um Banana - Ora Bolas!', autografado pelo Greg, juntamente com balões e lápis. Os outros dez concorrentes distinguidos com menções honrosas receberão um prémio surpresa.

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E AGORA... EIS OS TEXTOS DOS 'BANANAS' VENCEDORES

Pedro Semião, 10 anos, Loulé

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Olá! Chamo-me Pedro e tenho 10 anos. Ando no 5ºano e vou contar como é ter um 'dia de banana' passado na minha escola. Logo pela manhã, ao chegar à escola, procurei confirmar se tinha tirado a senha para o almoço, mas a máquina estava avariada. Então decidi ir à outra máquina, no primeiro andar, mas mal lá cheguei, um funcionário tinha acabado de pôr um aviso a dizer 'ESTÁ AVARIADA'. Que azar logo pela manhã, inacreditável! Tinha de aguardar até a cantina abrir, para confirmar se teria senha ou se ficaria com a 'barriga a dar horas'.

Quando reparei na hora, era tempo da aula de História e Geografia. Com dois tempos letivos, não me apetecia muito lá ir mas tinha de ser... O que me valeu foi a professora ser muito divertida.

O intervalo da manhã não correu como esperava. Gostaria de ter lanchado, mas a mãe não enviou um lanche porque quer que eu seja autónomo e assim tive de ir comprá-lo ao bar da escola. A mãe acredita que eu já sou crescido, mas desconhece que os rapazes do 3º ciclo furam a fila, impedindo de avançar os caloiros do 2º ciclo. Nós ficamos para trás e quando chega à nossa vez, já está na hora da próxima aula.

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- Ai que fome!!!

Após o intervalo deveria ter tido Inglês, mas a professora faltou. Então, um professor desconhecido apareceu e perguntou à turma se preferíamos jogar à bola ou ir para a biblioteca. Escolhi o futebol, mas a escolha saiu-me cara, pois durante o jogo levei uma bolada no meio da testa, outro azar. Por isso, fiquei mais de trinta minutos sentado no banco, assistindo a uma 'bananice' de jogo que a minha equipa acabou por perder.

- Com mil milhões de macacos!

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No final deste 'castigo' estava na hora da aula de Matemática, que poderia ter corrido bem se não fosse a minha colega chatear-me o tempo todo e, por isso, não consegui acabar a 'questão de aula'. De certo que os meus pais não irão gostar da avaliação, bahhh!!!

Mas o pior não ficou por aí: apesar de não me ter esquecido de reservar o almoço, quando estava a comer sossegado, um antigo colega chegou e deu-me uma palmada nas costas. Fez-me engasgar com uma alface e agora a minha alcunha ficou mais carregada mas prefiro não dizer qual é...

Decidi ir-me embora antes que ficasse 'abananado' com mais alguma coisa. Fui ter com outros rapazes para ver o que estavam a fazer, mas não devia ter pensado nessa hipótese, pois eles estavam a jogar à 'guerra de empurrões' e eu não queria 'esbardalhar-me' outra vez. Sem querer fui apanhado pela confusão e uma funcionária fez participação de todos nós. Que bronca! Assim que a notícia chegar aos meus pais irei, por certo, ficar sem 'nintendo' e computador durante algum tempo.

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- Bolas! Este dia deveria ser apagado do calendário...

A seguir tivemos Educação Física com o professor que também é o nosso Diretor de turma. Sabendo já da brincadeira deu-nos um forte raspanete. Para piorar a situação, tive avaliação de ginástica, algo que nunca me agrada muito. Não me correu nada bem: nos pinos dei uma cambalhota, na cambalhota fiz a vela e na vela fiz o pino; foi uma total desgraça.

Que 'bananice' de dia que finalmente chegou ao fim, num regresso a casa não menos atribulado no 'mini-bus' da cidade...

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Fim

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Ana Rita Evtuchenko, 12 anos, Viana do Castelo

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Fim

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Fábio Ribeiro, 12 anos, Sacavém

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Sou o Fábio e tenho doze anos, passei para o 7º ano e não resisto a relatar as desventuras que "sofri" num só dia e que me deixaram muito abananado.

Oiçam só o que me aconteceu... o dia começou aparentemente como tantos outros, frio e chuvoso... levantei-me, a muito custo (o que já é um hábito) e lutei para me libertar dos lençóis quentes e convidativos que teimavam em não me largar.

Foi uma luta tão intensa que logo ali, com uma perna dentro da cama e outra fora tropecei e fiz uma grande nódoa negra no joelho.

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Nada de mais para começar o dia, como o meu pai costuma dizer: "é um abre olhos!!"... Mais um a juntar à vasta coleção distribuída pelas minhas pernas.

Suspirei fundo e vesti-me o mais depressa que pude, tomei o pequeno-almoço e já atrasado fui lavar os dentes; À pressa agarrei a escova, a tampa e a pasta de dentes e... azar, não é que a tampa da pasta caiu pelo ralo do lavatório?

Gritei pela minha mãe, que zangada me deu um valente raspanete e reparou que tinha as calças do fato de treino ao contrário...

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Só faltava mais esta... troquei as calças e saí a correr para a escola de chapéu de chuva em punho para enfrentar o temporal.

Mal saí a porta de casa assustei-me, pois os relâmpados e trovões ecoavam no céu de tal maneira que pareciam querer avisar-me de que este não iria ser um dia nada normal.

Já dentro da escola e na tentativa de chegar mais depressa corri pelo atalho e não reparei numa mangueira esticada... dei então um grande trambolhão!

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Como se já não bastasse o atraso, a roupa ficou toda enlameada e o meu pulso direito começou a doer e a inchar (logo hoje que tenho teste de Português, pensei).

Mandaram-me então ter com uma auxiliar que me deu gelo para pôr, mas as dores não paravam. Telefonaram então à minha mãe que aflita me levou às Urgências...  fiz raio-x e algum tempo depois a doutora, a sorrir, disse que afinal não estava nada partido, apenas magoado.

Voltei para casa de braço ao peito... - Afinal no meio de tanto azar ainda tiveste sorte (disse a minha mãe).

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Qual quê, eu não achei o mesmo, depois de tantas peripécias ainda tive de fazer o teste à mesma ... mas não nesse dia!!!

Fim

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Sara Carmo, 10 anos, Azambuja

O episódio banana da minha vida que vos vou contar não aconteceu há muito tempo, foi em setembro, logo no início das aulas. Nos outros anos, quando ainda andava na primária, costumava comprar uma mochila nova a cada ano letivo. Este ano passei para o quinto e mudei de escola, mas os meus pais não me compraram uma mochila nova. Usei a mesma que levava para a escola no quarto ano. Até aqui, tudo bem.

No primeiro dia de aulas a sério, em que tive de levar a mochila carregada com livros, cadernos e outros materiais, alguns colegas gozaram comigo. Tudo porque a minha mochila tinha muitos bonecos. Cheguei a casa a chorar e implorei aos meus pais que me comprassem uma mala nova. Apesar de não acontecer muitas vezes, desta vez fizeram-me a vontade e lá fui eu comprar uma nova mochila.

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Havia muitas mochilas quando fui à primeira loja. Vi mochilas lindas, mas não era a certa para mim. Fui à segunda loja e aí consegui encontrar uma mochila que valesse a pena comprar sem gastar muito dinheiro. Quando a comprei fiquei um pouco preocupada por ter bonecos, mas tanto os meus pais como a minha irmã diziam que era gira. Quando fui para a escola, um pouco envergonhada com a minha mochila, pouco depois vi uma rapariga com uma mochila igual à minha. E até quando entrei dentro da sala de aula havia uma professora com uma mala ainda com mais bonecos que a minha. Aí fiquei mais descansada porque ninguém tinha gozado comigo e aprendi uma lição.

Ninguém deve deixar de usar aquilo de que gosta só porque os outros não gostam. Mesmo que gozem, o importante é não sermos bananas e não ficarmos tristes quando os outros troçam de nós. Os intervalos são bem mais divertidos quando nos divertimos e deixamos de nos preocupar com estas coisas... fui quase tão banana como os adultos.

Fim

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Ana Filipa Carvalho, 12 anos, Monte Abraão

Olá sou a Filipa Carvalho, tenho 12 anos e já estava a começar mal o dia de escola. Acordara tarde pois tinha-me esquecido de ligar o alarme antes de me deitar, lá fui à pressa despachar-me para ir à escola. Fiz de tudo: escovei os dentes e o cabelo à pressa, vesti-me a correr e saí de casa que nem uma faísca e mesmo assim foi tudo em vão. Cheguei atrasada à escola e ainda levei com falta de presença aos primeiros 45 minutos da primeira aula do dia.

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A seguir à aula fui para o intervalo e fui enfrentada por uma cambada de xungas delinquentes que estão sempre a meter-se comigo e que me fizeram cair de costas pelas escadas abaixo. Mas acabei por sair ilesa sem ferimentos, pois levava a mochila às costas que me protegeu da queda. A mochila é que acabou por sofrer danos, pois a queda fez com que uma embalagem de Nesquick rebentasse e o leite com chocolate ficou espalhado, os livros ficaram da cor do chocolate...

A seguir tive aula de Educação Física e fomos jogar futebol, foram feitas duas equipas aos quais escolhiam os jogadores e, como sempre, eu fui a última a ser escolhida. Fui jogar para a baliza, posição que ninguém gosta, felizmente até me estava a safar bem como guarda-redes até que saltei para defender uma bola que vinha muito alta e acabei por bater com a cabeça na barra.

Em seguida, na aula de Inglês, acabei por levar nas orelhas, a professora refilou comigo por eu não ter ido à aula de apoio, pois como tinha estado a chover imenso, eu tinha ficado encharcada até aos ossos e tinha ido a casa mudar de roupa. Ainda por pouca sorte levei falta de material por ter levado o livro de Francês por engano em vez do livro de Inglês.

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Na hora do almoço, lá fui eu à cantina, pois nesse dia o almoço era arroz de pato, que por acaso é o meu prato preferido. Servi-me do tabuleiro para pôr o arroz de pato tão desejado, mas quando fui para pagar com o cartão a auxiliar que estava de serviço vira-se para mim e diz que eu não tinha o almoço marcado e sem almoço marcado não havia nada a fazer. Concluindo e resumindo lá fiquei sem almoço.

Para acabar o dia fiquei sem puder sair da escola, até os meus pais me poderem vir buscar. Não é que eu perdera o meu cartão escolar e sem ele não me deixaram sair?! Tive que esperar que viessem os meus pais, eu que saia às 15h25, tive que ficar na portaria até às 18h.  Lá perdi eu o meu programa preferido na televisão.

Fim

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Ana Rita Sousa, 14 anos, Alverca

Nota: Ana Rita Sousa escreveu o seu texto como se fosse o próprio Greg.

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Enfim, todos os anos me dizem que o Natal é para estarmos com a família que já não vemos há algum tempo, mas eu acho que é só mais uma desculpa para não terem de comprar muitos presentes. Mas este ano vai ser diferente, já fiz a minha lista daquilo que quero pelo Natal e este ano fui bastante generoso pois apenas pedi a nova, espantosa e única Play Station 4, e, claro, um jogo de guerra. Os meus pais já me disseram que é muito cara, e que para a ter teria de ajudar nas limpezas da casa como aspirar, limpar a neve da entrada, arrumar a garagem, e outras coisas desse género. Eu bem tentei explicar-lhes que uma consola destas é um bem-essencial para um rapaz da minha idade, e que ainda por cima, o único rapaz da minha rua que tem a consola e o jogo é o Fregley, e é que nem pensem que vou a casa dele, portanto o melhor é começar as limpezas o mais depressa possível.

Dia de Natal

Estou exausto, passei as minhas férias todas a limpar a neve do quintal, a garagem e outras coisas que não lembram a ninguém, por isso há meia-noite corri como um louco até à árvore de Natal e, sem querer, empurrei o meu tio Frank para cima da minha avó que, por sua vez, tropeçou e caiu com a cara no bolo-rei. Claro que eles ficaram muito zangados comigo, mas eu nem me importei, pois no meio dos presentes do Manny estava um embrulho que dizia "Para o Gregory", então rasguei o papel com todas as minhas forças (pelo menos as que restavam pois trabalhar as férias todas não é para qualquer um) e lá estava a minha Play Station 4, mas em vez do meu jogo estava um monte de jogos educativos, claro que fui de imediato reclamar com os meus pais, só que a minha mãe disse-me que, como o jogo era demasiado violento, decidiu comprar algo para que eu e o Manny passassemos algum tempo juntos.

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Depois de muito pensar só vi uma solução: agarrar num capacete e num taco de basebol e ir ter com o Fregley.

Fim

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Ângela Manuela Guedes, 13 anos, Ermesinde

Hoje deve ter sido um dos meus piores dias. Quando acordei senti a cabeça a andar às voltas. Senti-me como se o mundo estivesse a acabar. Depressa percebi que era o despertador.

O pequeno-almoço foi pior que o Deus me livre! O meu pai cantava uma música incompreensível, mas, no entanto, a mim pareceu-me a música Wake me up, a minha mãe queimou as panquecas, a minha irmã... bem... a minha irmã ainda estava a dormir e eu, simplesmente espetei a cara nos cereais com tanto sono...

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A minha chegada à escola foi um pesadelo! Porquê? Simples: o brutamontes do porteiro deu-me logo uma pancada nas costas que fiquei a ver estrelas. Para além de todas estas aventuras matinais negativas, encontrei logo as minhas amigas. São as únicas que me tratam bem! Subimos as três muito juntinhas para combater o frio.

- Espero não ter teste surpresa de Francês mesmo agora de manhã (disse eu para quebrar o silêncio). Não gosto de Francês...

Mas as respostas que recebi não foram as melhores...

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- Eu cá acho que vamos ter - afirmou a Catty muito atarefada a cantarolar músicas dos One Direction.

- Concordo com ela. Infelizmente acho que teste surpresa de Francês é garantido. - declarou a Babi com um tom super desanimado.

Chegamos à sala e:

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- Teste surpresa! Arrumem os livros e tirem uma folha branca...

Olhamos umas para as outras, encolhemos os ombros e sentamo-nos nos nossos lugares.

Passei o dia todo a pensar: "O dia nunca mais acaba, o dia nunca mais acaba..." E, ainda por cima, o dia ainda nem ia a meio! A aula de Educação Física até nem foi tão má assim. Melhorei um segundo na prova de milha! A seguir à hora do almoço eu, a Catty e a Babi dirigimo-nos à porta do salão de festas para o casting da prova de talentos. Um desastre total... Quando entrámos no palco (que já não estava em muito boas condições) um dos holofotes quase me caiu em cima. Bem, depois do sucedido começámos a cantar a primeira música que nos veio à cabeça e soou catastroficamente mal. O que vale é que a professora que estava a classificar era meia surda e passou-nos para a fase seguinte com a maior das facilidades. No entanto, cá fora, fomos mais gozadas do que propriamente o 'lunetas' da minha turma... Finalmente, chegou a última aula do dia! Eram 15h50 e, eu já estava como acordei: a ver estrelas.

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O último desafio do dia foi ter de passar pela minha maior inimiga... a Mafalda do ano acima. Passei por ela sem dizer uma palavra, mas infelizmente, ela reparou que eu tinha passado.

- Então Ângela, onde vais tão apressada?- perguntou com desprezo.

Enchi o meu peito de ar e respondi-lhe cheia de fúria:

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- Tocas-me com um dedo e podes escolher se queres dormir em casa com um galo na testa ou se queres dormir no hospital com os dentes todos partidos...

Uau! Nunca me tinha passado isto pela cabeça mas foi tao fixe que nem eu própria acredito que o fiz mesmo! Em casa, levei um raspanete por ter falado assim para ela. Enfim, sobrevivi a mais um dia na minha escola e, neste momento, estou aqui a contar-te todas as minhas aventuras deste dia... se pensarmos bem este dia foi digno da melhor frase de hoje... SOU MESMO BANANA!!!

Fim

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Ana Sofia, 8 anos, Vila Nova de Gaia

Vou contar-vos o que me aconteceu um dia quando eu andava no 4º ano! O dia começou normal. Levantei-me, tomei banho e depois o pequeno almoço e, de seguida, fui para a escola, mas como estava tão ensonada levei os chinelos de quarto calçados. Só reparei quando cheguei à escola e perdi um ao subir as escadas. Depois desse embaraçoso momento as aulas correram bem e, no final do dia, quando estava quase na hora de ir embora, começamos a arrumar tudo nas mochilas e estojos. Eu arrumei tudo muito direitinho e rápido e quando tocou saí da sala a correr toda contente porque as aulas já tinham acabado. A meio do caminho, a minha avó perguntou-me se eu tinha trabalhos de casa e foi aí que eu me apercebi que me tinha esquecido da mochila na escola... Tive de voltar para trás para a ir buscar, mas fazer o caminho todo inverso foi como percorrer o CORREDOR DA VERGONHA porque fui gozada pelos meus colegas e até a minha professora não tinha percebido o que tinha acontecido e riu-se um pouco.

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Quando cheguei a casa estava irritadíssima porque o meu dia tinha corrido supermal e, pior, fiquei doente por ir de chinelos de quarto para a escola e tive de faltar um monte de dias! Que dia de banana!

Fim

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João Eduardo da Silva, 11 anos, Lamego

Mais um dia em que me custou imenso a levantar, a preguiça era muita e o frio que fazia lá fora também não me ajudou em nada. Arranjei-me nas calmas e tomei o pequeno-almoço que a minha mãe já me tinha preparado.

Cheguei à escola às 8 horas e, para o tempo passar mais depressa e não ser uma seca (Ainda faltavam 15 minutos para as aulas começarem!), andei às voltas como uma banana tonta a rodar e a olhar para o chão.

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Tocou, fui para a primeira aula, Matemática, e, nem de propósito, fui chamado ao quadro para resolver um exercício que não sabia fazer. Senti-me como um noivo deixado no altar.

A segunda aula, Educação Física, correu melhor. Fui o melhor e mais banana da minha turma de 19 alunos. Executei todos os exercícios na perfeição.

Na aula de Educação Musical a minha prestação já não foi tão boa, a bem da verdade foi péssima! Tive teste e não sabia nada! Mas o bom e bonito foi quando tive que tocar flauta, deu-me uma branca gigante.

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Acabaram as aulas da manhã e vim almoçar a casa. O almoço estava delicioso! Preciso tanto deste momento para relaxar das correrias, agitação e gritos dos corredores. Mas o que é bom acaba depressa e lá tive que regressar à escola para mais uma aula de Português. Nessa aula sim, senti-me eufórico, pois tive positiva no teste.

E assim acabou mais um dia na minha escola de bananas e "tones". Apesar de todos os contratempos, foi perfeito!

Fim

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João Rafael Cardantas, 12 anos, Coimbra 

Olá, vou contar-vos um dia que vivi na minha escola. Mas lembrem-se, só por estar a recordar não quer dizer que isto seja um Diário, e espero que nenhum miúdo mais velho me apanhe com este registo porque depois (de certeza) levo um pero. Então foi assim:

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SETEMBRO

Terça feira, dia 17:

O meu dia começou muito bem (ironicamente), teria Teatro ao primeiro tempo e entrei numa casa de banho a pensar que era a sala de teatro. E não me perguntem de que sexo era a casa de banho, não me apetece dizer nada...

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Passadas as aulas de Teatro, Português, TIC e Inglês tive aula de História, e não acredito o que aconteceu aí. Para começar estávamos a dar a Pré-história no Paleolítico e toda a turma se fartou de rir quando o professor com uma voz muito aguda disse ‘Austrolopitecsssss' em vez de Australopitecos e a outra foi mostrar-nos um vídeo (que o professor disse que tinha a haver com os nossos ‘antepassadessss') e nós vimos que era sobre um macaco a tirar coisas de uma macaca perto do ouvido mas ainda na testa. Toda a gente no almoço se pôs a questionar se estava a tirar cera do ouvido ou se estava a acabar com ela e a dizer que a relação não estava a evoluir (uma piada que ele contou porque ainda não havia evolução do Homem naqueles tempos). As miúdas quando descobriram o meu amigo que tinha começado com esse questionário chegaram-se a ele e quase lhe deram uma chapada se não fosse eu a puxar-lhe a camisola para trás. É verdade que ele partiu um copo na cantina mas acho que eu preferiria isso a ser humilhado por uma miúda.

Na aula de Físico-Química estivemos a falar sobre a rapidez média e eu lembrei-me, entretanto, que tinha que ir à minha conta no site ‘Mede a tua força' e a seguir tive Ciências que não foi nada de especial.

Até às 18:35 tive Educação Visual e quase que ia adormecendo, foi das maiores secas que já apanhei. Mas um amigo meu adormeceu (pensando eu que tinha morrido de tédio), mas o que lhe valeu foi estar na última fila e o professor ser baixo.

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Mal conseguimos impedir os risos quando o meu colega de carteira nos diz que a cabeça dele parece a Terra porque:

É redonda como a Terra;

É careca como um planeta;

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É achatada nos polos (no queixo dele e na testa).

E foi assim que correu o meu dia.

Fim

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Mafalda Pintado, 9 anos, Amadora

Nota: Mafalda Pintado escreveu o seu texto como se fosse o próprio Greg.

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Hoje, quando acordei, tive uma SURPRESA: o Rodrik tinha o pequeno-almoço numa minimesa e eu achei estranho. Pensei que ele tinha feito um disparate mas não fui capaz de perguntar por isso só disse:

- Obrigado?!

Achei estranho por isso quando fui para a escola contei tudo ao Rowlei.

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- E o Manny? - perguntou o Rowlei.

- Ele esta bom não anda esquisito.

Fomos para as aulas. Mas derrepente o Rodrik apareceu e disse:

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- Professor, desculpe interromper a aula de Matemática mas vim dizer que o Greg é um bom irmão.

- Ehhhhhh - disseram todos contentes.

- Meninos!- disse o professor- Ficaram contentes pelo que disse o Rodrik?

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- Não! - disseram em coro - Já acabou a aula de Matemática.

Era hora de almoçar e era nabos com couves mas por sorte o Rodrik levou-me a comer a casa. Há tarde não havia aulas até as 15:20  e como eram 13:20 pedi para falar a sós com ele.

- O que é que tramaste desta vez mano? - disse eu.

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- Nada... - disse ele com um ar aflito.

Passaram 5 segundos e ele contou:

- Eu fiz uma aposta com um amigo e ele ganhou.

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- Mas então porque é que me tratas tão bem?

- Porque a aposta era roubar uma coisa da escola onde andas....

Eu  fiquei tao surpreendido e tonto que ia vomitando, mas não me apetecia vomitar as batatas fritas. O que não sabíamos era que o Manny estava a ouvir. Reparamos no Manny 10 segundos depois e ele disse:

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- Eu sabia! Vou contar à maça e ao pafa.

- O quê? - disse o Rodrik.

- Ele vai contar a mãe e ao pai!

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Por sorte convencemos o Manny a não dizer nada em troca de um chupa, mas com a condição de ele também participar. Às 15:20 comecei por me assustar porque quando estava a relembrar o plano o Rowllei apanhou-me com a boca na botija.

- O quê ?! - disse ele - Tu vais roubar uma coisa da escola?!

- Tenho de o ajudar Rodrik! - disse eu.

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O Rowlei disse que me ajudava.  Começámos por o Rowlei a fazer-se de mal disposto e eu tirei um dos troféus da escola. Dei aquilo ao Rodrik mas ele disse que não servia. Depois o Manny disse que se perdeu e não sabia onde estava, ao diretor (mentira) e o professor acompanhou-o até casa  e eu aproveitei e tirei o material do professor e dei ao Rodrik. Não sei porquê disse que não queria.  Dei-lhe metade da escola (objetos) e ele disse que não dava para dar e disse que as 23:50 devíamos (eu Manny e Rowlei) estar acordados. Eu fui jogar consola e os outro não sei.

As 23:49 fomos ter com o Rodrik e ele tinha uns fatos pretos na mão e ficou com um ar maléfico!

- Vamos entrar na escola! - disse ele.

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- És louco! - disse eu.

- Tem um palafuso a menos - disse-me ao ouvido o Manny.

Lá nos vestimos e fomos até à escola, mas o que não sabíamos é que havia câmaras.

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Entrámos na escola e começámos a tirar as coisas. Quando chegámos eu perguntei por que não aceitou as outras e ele disse:- Porque aquelas coisas (objetos) não eram para ninguém!

- Para quem? - perguntamos em coro.

- Era para a lixeira!!!!!!!!!!!!!!!!! - disse ele.

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Nós irritámo-nos tanto que estavamos capazes de lhe dar porrada, mas não conseguimos porque para nós (eu e o Rowley) era o dobro e para o Manny o triplo. O pior foi no dia a seguir...

Fim

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Paulo Jorge Mendes, 14 anos, Fundada

Hoje fui de bicicleta para a escola. No caminho estava distraído e não vi um prego que furou o pneu da minha bicicleta, então tive de a empurrar até à escola.

Na aula de educação física fizemos lançamento de pesos e eu fiz a pior marca.

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Na hora do almoço os meus colegas ainda estavam com o vício dos lances e começaram a lançar comida pelo ar e, no meio do caos, eu entornei a sopa para cima das calças, fui à casa de banho tentar lavar mas fiquei todo molhado e os meus colegas gozaram comigo. A cozinheira foi dizer ao diretor de turma que tínhamos feito uma guerra de comida e pôs-nos a todos de castigo. Tivemos de escrever duzentas vezes "Não volto a lançar comida no refeitório".

Depois desta confusão ainda fui ter Geografia onde não houve problemas, mas no intervalo anterior as coisas não correram assim tão bem. Os meus colegas estavam a contar anedotas e eu também contei uma, mas eles em vez de se rirem da anedota riram-se das minhas calças molhadas.

Como furei o pneu tive que voltar para casa a empurrar a bicicleta.

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Fim

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Pedro Gabriel Gaspar, 9 anos, Coimbra

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Era uma vez um menino chamado Guilherme que gostava muito de estar no café. Esse menino era muito esquecido e desconcentrado. Ou seja, quando ia ao café esquecia-se sempre das coisas lá. Um dia esqueceu-se dos óculos e quando a professora lhe perguntou porque é que não os tinha, ele respondeu num tom que parecia duma pessoa que tinha acabado de acordar:

- Esqueci-me deles no caféééééééééé!

A professora ficou muito impressionada mas não disse mais nada sobre isso. No intervalo, todos nos rimos sobre o episódio. Até inventámos uma música:

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"OLX

O Guilherme vendeu os seus óculos e foi no

OLX"

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Quando isso chegou aos seus ouvidos, disse:

- Pelo menos não falo "idiotês"!

- Pois não, mas falas "mamutês"! - Dissemos todos.

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E ele ficou sem palavras.

A seguir o Diogo abanou a sua franginha e disse:

- Olá Guilhermeeeee!

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Ele ficou irritado e respondeu:

- Sabes o que tu és? És um Franginhas!

A conversa foi interrompida com o toque da campainha para entrar nas aulas.

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Na aula de Ciências o professor perguntou quem fez os TPC e o Guilherme respondeu:

- Esqueci-me no cafééé!

- Então para a próxima vais ao supermercado! - Disse o professor.

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No segundo intervalo fomos perguntar ao "Franginhas" que ele namorava com a Inês Leitão e ele disse:

- Não preciso de um leitão para nada! Nem sequer gosto!

E abanou de novo a sua franginha.

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Na hora de almoço o Guilherme foi para casa almoçar e à tarde veio com um penteado igualzinho ao do Franginhas! Não podia dar mais para rir!

Começaram todos a gozar com ele e ele foi cortar a sua franginha.

E tentem adivinhar onde é que ele foi cortar a franginha... no caféééééééééé!

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O dia estava a acabar, faltava a aula de Educação Física.

Todos os meninos entraram no pavilhão de fato de treino, mas havia um que estava de sapatos.

A professora sorriu ao olhar para aquela figura: Fato de treino e sapatos!

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Desta vez, quando a professora perguntou porque é que ele estava de sapatos nem foi preciso ser ele a responder, a turma em coro disse:

- As sapatilhas ficaram no cafééééé!

E assim foi o dia de um banana no café... perdão, na escola!

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Fim

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Vasco Cruz, 10 anos, Oeiras

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Nota: Vasco Cruz escreveu o seu texto como se fosse o próprio Greg.

Greg chega à escola e, logo à entrada, lembra-se que tem de ir ao cacifo para ir buscar o seu equipamento de ginástica, quando chega ao pé do cacifo ao seu lado aparece um indesejável jovem da escola...e logo põe-se a pensar..."ora bolas...logo hoje", tenta acertar com o seu código do cacifo para não ser a chacota do momento e logo por azar a sua cabeça esvaziou-se. Tenta uma segunda vez e... nada, até que o seu indesejável "amigo" pergunta se quer ajuda, dando de imediato uma murro no armário metendo a porta para dentro. Ele agradece de imediato a sua ajuda.

Não estando o dia a correr bem, Greg vê que o saco de ginástica que tem no cacifo tem o equipamento da sua mãe e não o dele... "E agora o que é que eu faço? Não posso faltar à aula... é que nem a barriga me dói... vai ser um desastre...". Greg decide arriscar sendo que tem umas calças de lycra verde choc e um top laranja para vestir.

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Ao chegar ao ginásio todos ficam perplexos pela sua apresentação, mas aquele silêncio era aterrador... ninguém dizia nada até que começaram os risos mas que foram calados pelo começo de aplausos por parte das meninas da sua turma.

Greg pensou..."Ora bolas, será que pode o dia piorar"...e realmente piorou quando todas as meninas se aproximaram para perguntar onde tinha ido às compras...ohhh não!!!

Fim

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CLIQUE NA IMAGEM E VEJA A FOTOGALERIA DOS VENCEDORES

AGRADECIMENTO

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O Correio da Manhã agradece à Booksmile, editora 20|20 - que publica a coleção 'Diário de um Banana' em Portugal -, sem a qual não teria sido possível lançar este desafio aos nossos leitores mais novos.

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