"Conheço Fado e adoro Amália"
Billy Corgan termina a digressão europeia dos Smashing Pumpkins com dois concertos no Campo Pequeno, em Lisboa. Quinta e sexta-feira, às 20h00.
Correio da Manhã – Lisboa é a última cidade da vossa digressão europeia. Que tal correu?
Billy Corgan – Bastante bem. Não íamos à Europa há dois anos e quisemos mostrar onde é que a banda se encontra actualmente.
– O que é que os fãs podem esperar dos concertos dos Smashing Pumpkins no Campo Pequeno?
– Uma mistura muito interessante dos novos discos ‘Oceania’ e ‘Teargarden by Kaleidyscope’ com temas clássicos. Esperamos ser muito bem recebidos e fazer passar a energia que sentimos quando estávamos a gravar.
– É conhecido por falar muito durante os concertos. Faz ideia do que irá dizer aos portugueses?
– Deixei de o fazer. Quero ser um músico e não um político. O que digo não deve ser assim tão importante.
– Valeu a pena ressuscitar os Smashing Pumpkins?
– Depende de com quem estiver a falar. Aquilo que já ouvi ao longo de cinco anos... Há pessoas que preferem viver na fantasia. Eu tenho de viver na realidade.
– Sente-se um patriarca da banda ou um irmão mais velho dos novos músicos?
– Nada disso. Sou membro da banda e faço o que sempre fiz: compor, tocar e cantar.
– O que conhece da música portuguesa?
– Conheço o Fado e gosto muito de Amália Rodrigues.
– Sabe que a UNESCO aprovou o Fado enquanto Património Imaterial da Humanidade?
– Não fazia a mínima ideia.
PERFIL
Billy Corgan nasceu em 1967 junto a Chicago (EUA). Fundou a banda Smashing Pumpkins em 1988 e, cinco anos após o seu fim, ressuscitou-a em 2006.
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