Crítica de Cinema: Dunkirk
O crítico Pedro Marta Santos escreveu sobre o thriller de guerra e suspense realizado por Christopher Nolan.
Christopher Nolan, o mago britânico de educação
Christopher Nolan, o mago britânico de educação yankee - Spielberg, Lucas, Kubrick, Robert Wise - alinha o seu trabalho conceptual sobre a maior derrota vitoriosa dos ingleses durante a Segunda Guerra Mundial segundo o modus operandi predilecto: ausência de linearidade temporal, diluição de pontos de vista e majestosos enquadramentos em película (normalmente de 70mm).
O problema é que, no regresso a um episódio histórico marcante, de vastas referências iconográficas e cicatrizes profundas na memória colectiva dos Aliados, a falta de âncora dramática - as personagens não têm
O problema é que, no regresso a um episódio histórico marcante, de vastas referências iconográficas e cicatrizes profundas na memória colectiva dos Aliados, a falta de âncora dramática - as personagens não têm backstory ou espessura psicológica para além das motivações da sobrevivência e do resgate - levam à gradual aridez em tão marítima tragédia.
Vibrante, ainda assim, e, a espaços, belo, mas a identificação e a empatia ficam tão longe como o apoio aéreo. E a memória acaba por trair-nos: um dos ídolos de Nolan, David Lean, este
Vibrante, ainda assim, e, a espaços, belo, mas a identificação e a empatia ficam tão longe como o apoio aéreo. E a memória acaba por trair-nos: um dos ídolos de Nolan, David Lean, este british até à medula, teria feito algo de inesquecível.
Crítica de Pedro Marta Santos
Nota: 3 estrelas e meia
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