Cultura volta a invadir as ruas em protesto

Manifestação agendada para dia 30 tem como objetivo exigir medidas para salvar setor.

08 de janeiro de 2021 às 08:19
/fotospublicadas/Fotos/2-34984198 (8460742) (Milenium) Foto: Tiago Sousa Dias
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Protestamos porque estamos há dez meses a sofrer de forma brutal as consequências da precariedade laboral, da falta de direitos e de proteção social, que nos conduzem, sem alternativa, à carência económica”, diz o comunicado enviado pelas várias associações e sindicatos representantes do setor cultural que se unem no protesto ‘Na Rua Pelo Futuro da Cultura!’, agendado para dia 30.

Entre as várias reivindicações, exigem uma efetiva proteção social por parte do Ministério do Trabalho e da Solidariedade Social para quem trabalha nas artes e cultura, pela perda total ou parcial dos seus rendimentos por causa da pandemia. Pedem ainda que esta proteção seja acima do limiar da pobreza, que não exclua ninguém e que se prolongue até ao levantamento das restrições. Além disso, voltam a exigir a atribuição de 1% do Orçamento do Estado à Cultura. Exigências transversais a vários setores, porque se “o público não tiver poder de compra para assistir aos espetáculos” os problemas mantêm-se.

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“Avizinha-se um ano ainda mais difícil do que o anterior”, alerta Teresa Coutinho, da Ação Cooperativista. Já Rui Galveias, dirigente do CENA-STE, afirma que “é muito importante que o Governo perceba a força da cultura”.

A paralisação da cultura começou na segunda semana de março de 2020, depressa se estendeu a todas as áreas e, no final do ano, entre “plano de desconfinamento” e estados de emergência, o setor somava perdas superiores a 70% (4,8 mil milhões de euros) em relação a 2019.

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Em 2019, segundo o INE, o setor da cultura mobilizou cerca de 132 200 trabalhadores e atingiu um volume de negócios de 6,9 mil milhões de euros, o que representou 3,3% do Produto Interno Bruto (PIB).

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