Daniela Mercury indignada

A cantora brasileira Daniela Mercury está “indignada” com a proibição de cantar no concerto de Natal do Vaticano, que ontem se realizou, na Cidade do Vaticano, na presença do Papa Bento XVI. A decisão prende-se com o facto de a artista ter participado numa campanha de prevenção da sida que defendia o uso do preservativo.

04 de dezembro de 2005 às 00:00
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Declarando-se “surpreendida e indignada” pela forma como o assunto foi conduzido pelo Vaticano, a cantora, que é embaixadora da UNICEF no Programa de Luta Contra a Sida, diz que não vai deixar de defender a causa. “A minha voz não poderá ser calada, porque esta é uma questão de vida e não uma lei”, disse numa entrevista à TV Globo.

“Defendo algo em que acredito profundamente. Não faço isso por mim, mas pelas gerações futuras”, acrescentou a ‘rainha do axé’.

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Muito emocionada, Daniela Mercury lamentou “não poder representar o Brasil” no evento que ontem assinalou a abertura do Ano Xaveriano (em honra de São Francisco Xavier) mas afirmou que, apesar do veto, não deixará de ser católica. “Venho de uma família católica e tenho toda a minha estrutura ética construída nisso. Faço e vou continuar a fazer muitos trabalhos sociais na Igreja Católica”, afirmou. De acordo com um porta-voz do Vaticano, a cantora foi excluída do elenco da celebração porque “poderia falar abertamente sobre o uso do preservativo durante a actuação”.

Daniela Mercury tinha sido convidada pelos promotores do concerto para cantar ao lado de artistas como a sul-africana Miriam Makeba e a irlandesa Dolores O’Riordan, também embaixadoras da UNICEF.

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