Deolinda editam ‘canção da crise’ (COM VÍDEO)

"Isto está mal e vai continuar, já é uma sorte eu estagiar." Este é um dos versos da canção ‘Parva que Sou’, tema novo dos Deolinda que se tornou um êxito depois de o grupo o estrear nos quatro concertos dos coliseus de Lisboa e Porto, em Janeiro. O sucesso replicou-se nas redes sociais e a banda decidiu agora disponibilizá-lo no MySpace ou no seu site oficial.<br/><br/>

05 de fevereiro de 2011 às 00:30
DEOLINDA, MÚSICA, LETRA, CRISE Foto: Tiago Sousa Dias
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Além de apontarem o dedo ao trabalho precário e alertarem para a "geração sem remuneração", os Deolinda falam da crise e avisam que "isto está mal e vai continuar".

No entanto, nunca imaginaram que o tema se tornasse hino de intervenção, a juntar-se a ‘Movimento Perpétuo Associativo', do disco de estreia ‘Canção ao Lado'.

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Contactada pelo CM, a banda remeteu os esclarecimentos sobre a letra, de Pedro da Silva Martins, para um comunicado. "Não podemos deixar de demonstrar o nosso agrado em perceber que uma canção está a suscitar debate e diálogo em volta de um assunto actual e da maior pertinência", dizem.

O grupo de Ana Bacalhau (voz), Pedro da Silva Martins (compositor e guitarra), Luís José Martins (guitarra clássica) e José Pedro Leitão (contrabaixo) diz-se surpreendido com a "reacção tão intensa e espontânea" do público.

"Mais felizes ainda ficamos, enquanto músicos, ao constatar que a música continua a ter este papel na sociedade", acrescentam os Deolinda, que estão neste momento a promover o álbum ‘Dois Selos e um Carimbo' em França.

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‘Parva que Sou' está a causar um burburinho semelhante ao tema de 2009 ‘Sem Eira Nem Beira', dos Xutos & Pontapés, que, além da letra contestatária que tinha, aludia ao ‘Sr. Engenheiro', que muitos associaram à polémica licenciatura do primeiro-ministro José Sócrates.

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