Diana morreu amada
Naomi não quis ou não pôde imitar a princesa, mas encanta à mesma.
O verdadeiro Hasnat Khan, médico paquistanês por quem a princesa Diana se apaixonou nos últimos anos da sua vida, já veio dizer que o filme ‘Diana', que estreia hoje nas nossas salas de cinema, está "completamente errado". Que os maneirismos dos atores têm um ar falso, e que os seus diálogos são puramente especulativos. Isto, apesar de só ter visto o ‘trailer'...
Houve também um crítico que escreveu que "Wesley Snipes, com uma cabeleira loira, faria melhor trabalho do que Naomi Watts" na pele de Lady Di.
A verdade é que o filme de Oliver Hirschbiegel, mesmo que necessariamente ficcionado (é baseado no livro ‘Diana: Her Last Love', de Kate Snell), resulta numa comovente história de amor, que, em quase duas horas de duração, nos conquista.
Com habilidade, o realizador mostra o antes e o depois na vida de Diana. Antes de conhecer Khan, quando vivia só, apesar de constantemente rodeada de gente; e depois, quando conheceu o único homem que, segundo confidenciou a amigos, a amou verdadeiramente.
E se inicialmente é difícil ver Naomi Watts a dar cara e corpo a Diana de Gales - a atriz não quis, ou não foi capaz, de a imitar nos seus maneirismos próprios e na sua forma de falar - a certa altura a barreira é ultrapassada, e deixamo-nos encantar pela beleza e pela presença de Watts.
O desfecho de ‘Diana', que também tem sido alvo de fortes críticas, revela-se, afinal, um dos seus momentos mais fortes. O acidente que vitimou a princesa, na companhia de Dodi Al Fayed, é aludido mas não explorado, e o desfecho do filme deixa-nos com esta satisfação: Diana morreu amada.
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