Diva Maria Callas morreu há 30 anos
Passam hoje 30 anos sobre a morte de Maria Callas, considerada uma das maiores cantoras de ópera de todos os tempos. Lisboa ouviu-a em Março de 1958, em pleno auge da carreira, quando cantou ‘La Traviata’, no Teatro Nacional de São Carlos.
Álvaro Malta – que fez o papel de barão – foi o tenor português que com ela contracenou e que recorda “uma senhora extremamente gentil mas que exigia respeito”, uma “extraordinária cantora de ópera tanto a nível vocal como interpretativo”. “Em palco ela era a Traviata”, recorda o cantor já retirado dos palcos.
A ‘diva’ tinha 53 quando, a 16 de Setembro de 1977, os empregados do seu apartamento em Paris a encontraram sem vida, vítima de uma embolia pulmonar. Todavia, as causas da morte nunca foram totalmente esclarecidas já que, nos últimos anos, era conhecido o seu abuso de sonoríferos e estimulantes.
Nascida em Nova Iorque a 2 de Dezembro de 1923 de emigrantes gregos, Anna Maria Cecilia Sophia Kalogeropoulou, de seu nome verdadeiro, Callas viveu a sua existência de forma tão dramática e intensa quanto as personagens das óperas que interpretou.
Estudou canto no Conservatório de Atenas como a soprano espanhola Elvida de Hidalgo e começou a despontar para a cena lírica internacional em 1948 interpretando a protagonista da ópera ‘Norma’, de Bellini, em Florença, Itália. Dois anos depois estreou-se no Scala, de Milão, com ‘Aida’, e em 1956 no Metropolitan, de Nova Iorque.
Nesse mesmo ano, o marido e empresário Giovann Meneghini (de quem se divorciou em 1959) apresentou-a ao multimilionário grego Aristóteles Onassis, com quem teve uma tórrida relação amorosa conturbada que alimentou a imprensa da época.
No início dos anos 70, Callas dedicou-se ao ensino na prestigiada Julliard School, em Nova Iorque, e em 1974 voltou aos palcos para cantar na Europa, Estados Unidos e Extremo Oriente com o tenor Giuseppe Di Stefano.
A seguir, recolheu-se no apartamento da capital francesa onde veio a morrer dois anos depois daquele que sempre disse ser o amor da sua vida, Aristóteles Onassis. As suas cinzas, que estiveram desaparecidas alguns dias, foram espalhadas pelo Mar Egeu.
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