DJ BIIA estreia-se hoje no Tomorrowland com orgulho nas origens portuguesas
Além de se estrear num dos maiores festivais de música eletrónica do mundo, este ano BIIA atua também pela primeira vez nos festivais Awakenings e Monegros.
A DJ BIIA estreia-se este sábado no Tomorrowland, na Bélgica, tornando-se numa das primeiras mulheres portuguesas a atuar neste que é dos maiores festivais de música eletrónica do mundo, onde pretende afirmar a sua identidade artística com origens portuguesas.
Natural do Marco de Canaveses e criada em Guimarães, a jovem artista atua pela primeira vez no festival belga, depois de sete anos de uma carreira construída sobretudo além-fronteiras, com presenças em alguns dos principais eventos internacionais de música eletrónica.
"É a minha primeira vez no Tomorrowland. Já toquei em grandes festivais internacionais, mas no Tomorrowland é a primeira vez", afirma Beatriz Soares (de nome artístico BIIA) em declarações à agência Lusa.
BIIA é uma das primeiras mulheres portuguesas a atuar neste festival, seguindo as pisadas de pioneiras como Miss Sheila, DJ e produtora que ajudou a afirmar a música eletrónica portuguesa desde o final da década de 1990. Na edição deste ano, atua ainda a jovem ØTTA, este domingo.
No palco Atmosphere, um dos dedicados ao techno no Tomorrowland, a artista fará um 'back-to-back' (atuação conjunta) com o britânico Charlie Sparks, onde pretende apresentar também música inédita.
"Vou tocar alguns temas que ainda não foram lançados. O Tomorrowland é sempre um grande 'showcase' [uma montra] para qualquer artista e acaba por ser um marco na minha carreira", afirmou.
Embora desenvolva a carreira internacionalmente, BIIA disse à Lusa que Portugal continua presente na sua música: "Portugal sempre teve uma forte tradição ligada ao 'trance' e tento incorporar essa influência nos meus 'sets' [atuações] e nas minhas produções. Além disso, faço sempre questão de falar do meu país e do orgulho que tenho nas minhas origens".
Apesar de viver atualmente em Itália, BIIA sublinha que a internacionalização da carreira aconteceu ainda quando estava em Portugal e rejeita a ideia de que tenha sido necessário emigrar para alcançar esse percurso.
"A minha carreira internacional não dependeu disso. Vivi em Portugal durante grande parte desse percurso e consegui essa exposição sobretudo através do digital", explicou.
A mudança para Itália, acrescentou, foi motivada por razões pessoais e logísticas: "O meu trabalho permite-me viver em qualquer parte do mundo e Itália facilita muito as deslocações pela Europa, mas foi uma escolha pessoal".
Associada frequentemente ao 'hard techno', BIIA prefere definir a sua identidade artística de forma mais abrangente.
"Considero que toco 'techno'. Sempre estive mais associada ao 'hard techno', mas hoje procuro aproximar-me mais do 'acid trance' e do 'hard house', com influências mais clássicas dos anos 2000", explicou.
Além de se estrear no Tomorrowland, este ano BIIA atua também pela primeira vez nos festivais Awakenings e Monegros, e vai ainda lançar a sua própria editora discográfica e novos trabalhos originais.
"Estou num momento em que já sei melhor qual é o som que me define e quero que as minhas próximas produções reflitam essa identidade", adiantou à Lusa.
Beatriz Soares, mais conhecida como BIIA, é uma DJ e produtora portuguesa e um nome em ascensão na cena 'techno' internacional, e vai nesta que é a 21.ª edição do festival Tomorrowland na Bélgica reforçar a crescente presença portuguesa.
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