Dua Lipa abre espaço na Livraria Lello no Porto

'Manifesto Library' inclui 100 livros, todos alvos de perseguição ao longo da História e em vários países do Mundo.

29 de junho de 2026 às 01:30
Dua Lipa quer promover a leitura de livros sobre temas sensíveis
Livraria Lello acolheu o festival literário Babell Foto: Ricardo Meireles
Livraria Lello tem agora um novo espaço, a Manifesto Library, dedicado a livros polémicos Foto: Nuno Fernandes Veiga
Livraria Lello acolheu o projeto de Dua Lipa Foto: Ricardo Meireles

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É conhecida como cantora, mas tem a paixão dos livros. A britânica Dua Lipa – que em 2021 criou a plataforma Service95 (um site que mistura estilo e cultura) e, dois anos depois, abriu um clube de leitura com o mesmo nome – tem, desde sábado, um espaço físico na Livraria Lello, no Porto. Trata-se da Manifesto Library, que reúne cem títulos que, “ao longo da História e em diferentes partes do Mundo, foram proibidos ou censurados, alvos de perseguição”, conforme explicou ao CM fonte do gabinete de comunicação da Livraria Lello.

Inaugurado neste fim de semana – no âmbito da 1.ª edição do festival literário Babell – a biblioteca resulta de um encontro de vontades. “A Dua Lipa sabia da existência da Livraria Lello, que é sempre um local recomendado a toda a gente que gosta de livros, e a Livraria Lello, tendo conhecimento desta iniciativa, achou que seria ótima ideia que passasse a ter aqui acolhimento”, acrescentou a mesma fonte, explicando que o objetivo “não é o de fomentar a venda de livros”, mas sim “criar um local diferente, para usufruir das obras e gozar momentos de introspeção e contemplação”.

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Em termos físicos, a Manifesto Library funciona num auditório novo – um dos quatro novos espaços da Lello, “todos da autoria do arquiteto Siza Vieira” –, e inclui obras de autores como George Orwell, Salman Rushdie e Margaret Atwood.Todos abordam temas sensíveis: raça, sexualidade, identidade de género e liberdade de expressão. Um dos volumes que ali não falta é o clássico antirracista ‘Não Matem a Cotovia’, de Harper Lee (1926-2016), recentemente proibido na América de Donald Trump.

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