E DO VELHO SE FEZ NOVO...

Parecia o final de um festival da canção ou de um qualquer concurso de jovens talentos. A apresentação à Comunicação Social e ao público dos novos Excesso deu direito a choradeira no fim do espectáculo.

30 de outubro de 2002 às 00:09
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Rui, Igor, Mauro, Rodrigo e Ruben - assim se chamam as novas caras da renovada “boys band” portuguesa - levaram a família e os amigos aos “Bastidores” (de Herman José), em Lisboa, para fazer a sua estreia em palco e dar um cheirinho do disco de lançamento, intitulado “Tudo Mudou”.

No fim, estava tudo aos beijos e aos abraços, de lágrimas nos olhos e a tecer comentários encorajadores aos meninos, que agora se iniciam na cada vez mais difícil corrida à fama.

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Fórmula de sucesso

A história, já se sabe de cor. Há cinco anos, os Excesso surpreenderam tudo e todos (até a própria editora...), ao tomar de assalto as tabelas de vendas nacionais. Era a primeira “boys band” portuguesa e o público - sobretudo o feminino - recebeu-a de braços (e bolsos) abertos.

Entretanto, os meninos cresceram, fizeram-se homens e agora querem ter carreiras a solo. É inevitável. No entanto, a ideia parece demasiado boa para ser desperdiçada, pelo que a NZ Produções lançou mãos à obra: fez audições, escolheu cinco novas vozes e vai reeditar a fórmula, que, ao que o CM pôde apurar, é em tudo igual à anterior.

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Seduzir o público

Cinco jovens à procura de singrar no mundo da música foram devidamente “instruídos” na arte de seduzir o público. Eles cantam, eles dançam, eles lançam olhares marotos à assitência... eles até fazem poses para os fotógrafos. Autênticos profissionais do “show business”, acabadinhos de sair da fábrica dos sonhos. Mas será que a “coisa” vai voltar a pegar?

É verdade que o público dos primeiros Excesso já cresceu... Todavia, os seus irmãos mais novos estão na idade certa de procurar ídolos com quem se identificar. E, diga-se a verdade, as letras das canções apelam directamente aos corações adolescentes. Amores desiludidos, sonhos que se acalentam para o futuro, obstáculos que é preciso ultrapassar, mensagens de encorajamento... está tudo lá.

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Finalmente, o grande ponto a favor deste projecto: a música é realmente despretensiosa, chama o corpo para um pezinho de dança. Ou seja, serve na perfeição o fim a que se propõe. Sem mais.

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