Em defesa de grandes verdades

Rui Bento não pode ser responsabilizado por se vender cerveja na praça lisboeta .

16 de janeiro de 2008 às 00:00
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Prometido é devido. Por isso, aqui volto hoje ao tema Campo Pequeno, em particular do seu Gerente Taurino, o retirado matador Rui Bento. Isto depois de constatar que aquilo que aqui tinha sido escrito teve repercussão entre muitos aficionados e junto de alguma imprensa taurina, mormente no semanário ‘Farpas’, através do editorial do seu director, Miguel Alvarenga.

Manda a verdade que se diga que em hora alguma mais não fiz do que a consciência me determinou, sendo que sinto haver mais para escrever sobre o assunto.

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Rui Bento não pode ser responsabilizado por se vender cerveja na praça lisboeta, nem muito menos que os utentes levem copos de plástico, cheios, para as bancadas e camarotes. Tão-pouco tem culpa que haja quem não saiba beber com moderação. Tão-pouco tem culpa que a educação neste Portugal seja aquilo que vai sendo. Também não é culpado de muito público acompanhar a música com palmas. Também não é culpado de muitos aficionados presumirem, desde há muito tempo, que são aficionados só para ir a Espanha, faltando na centenária praça quando se anunciavam, ao lado do excelente e triunfador José Luís Gonçalves, Enrique Ponce e ‘El Juli’. Menos culpado, ainda, é do Campo Pequeno ter estado fechado 6 temporadas, nem do facto de o dinheiro não abundar nos bolsos das pessoas, nem do Domingo de Páscoa ser vazio em Lisboa, quando a maioria abala da Capital através das novas vias de acesso aos quatro cantos do País.

Pelo contrário, Rui Bento foi e é o maior culpado de a praça de toiros do Campo Pequeno ter retomado o seu enorme prestigio em Portugal (onde parecia ter caído no esquecimento) e no estrangeiro, pois nunca tanto se falou da mesma nos principais meios de Comunicação Social de Espanha e França. E isto também no que toca à imprensa portuguesa, generalista e dita cor-de-rosa, de onde importa trazer gente dos mais diversos quadrantes à festa de toiros. Foi ele também, naturalmente apoiado pela sua administração que saberá sentir estas coisas, que se preocupou em trazer ao Campo Pequeno figuras da cultura, do desporto e do espectáculo, longe que andavam da nossa Festa.

Mas tudo o que tenho referido não pode servir para que se pense que a aposta de Rui Bento, também, no toureio a pé seja errada. O critério de contratar figuras ou toureiros modestos de grande valor e bem promovidos será uma questão que o tempo ajudará a esclarecer. Importa trazer o melhor, mas também poderá ser mais importante apenas o espectacular, por forma a criar público na transmissão das emoções mais repentistas.

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Rui Bento não tem culpa de que nos últimos 30 anos tenham roubado o toureio a pé e vendido a imagem do toureio a cavalo nos acontecimentos mais mediáticos em Portugal, nem sempre com base na qualidade. Ele, o novilheiro e o matador Rui Bento, também foi vitima desse processo...

DIOGO VENTURA

Diogo Ventura, filho do cavaleiro português António Ventura, vem tendo carreira triunfal e mundial. Anuncia para 2008 recusar actuar em cateis de 6 rejoneadores. Uma lição para as Figuras cá do burgo... Pena é que os espanhóis considerem Ventura como Sevilhano e não Luso – Espanhol.

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LUÍS PROCUNA

Luís Procuna, já está contratado para repetir pela 3.ª vez consecutiva na praça de Abiul, a mais antiga de Portugal. As festas do Bodo são em Agosto e constituem dos ambientes mais aficionados do nosso país.

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