EMOÇÕES CONDUZEM A VIAGEM INTERIOR
Ricardo Carriço revela a sua faceta de pintor numa exposição a apreciar até sexta-feira, das 9h00 às 18h00, na sede do Automóvel Club de Portugal, em Lisboa.
A mostra apresenta 16 telas, de várias dimensões, que reflectem os sentimentos do actor-pintor face à pintura.
De igual modo, estas pinturas revelam a necessidade do artista em descobrir-se a si próprio através de uma viagem que, durante quase oito meses, o levou a desligar-se de tudo aquilo que o rodeava.
"A pintura foi uma coisa que esteve sempre comigo e me atraiu bastante, talvez porque tenha sido incentivado desde pequeno", disse Ricardo Carriço que, já em criança, frequentava ateliers de tempos livres e oficinas artísticas nos Museus Nacional de Arte Antiga e no Conde de Castro Guimarães.
"Pinto por intuição mas sempre procuro transmitir emoções. É por isso que nunca dou títulos às minhas telas para, assim, não influenciar as pessoas. Quero que elas vejam e sintam alguma coisa. Os quadros são aquilo que o observador quiser. Ou se identifica com eles ou não", comentou o pintor, para quem "a pintura não é só visual mas também sensorial".
Palavras ou versos de vários poetas portugueses, como Fernando Pessoa, Ruy Cinatti, Sophia de Melo Breyner Andresen e Rui de Carvalho, complementam os quadros, acrescentando-lhes sensações poéticas.
As telas surgem numa profusão de técnicas e cores. Os tons quentes, como castanho, azul, verde e vermelho, realçam os materiais utilizados, como areia, telas cosidas e sobrepostas, colagem, verniz, papel, carvão, acrílico e terra.
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