Um filme que oscila entre a violência e a delicadeza

Simão Cayatte estreia 'O Barqueiro' nas salas de cinema

05 de abril de 2026 às 01:30
Romeu Runa é protagonista de 'O Barqueiro', de Simão Cayatte
Romeu Runa em 'O Barqueiro', de Simão Cayatte
Romeu Runa e Jani Zhao em 'O Barqueiro', de Simão Cayatte
Madalena Aragão é protagonista de 'O Barqueiro', de Simão Cayatte
Romeu Runa numa cena de 'O Barqueiro', de Simão Cayatte
Romeu Runa e Miguel Borges em 'O Barqueiro', de Simão Cayatte
Romeu Runa e Miguel Borges em 'O Barqueiro', de Simão Cayatte
Romeu Runa em 'O Barqueiro', de Simão Cayatte

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Um homem acabado de sair em liberdade condicional, após cumprir 16 anos de cadeia, encontra trabalho junto de comunidades imigrantes que ganham a vida a apanhar amêijoa, ilegalmente, no rio Tejo. Esse homem (interpretado por Romeu Runa) tem uma família, mas adia constantemente o reencontro com a filha (Madalena Aragão) que adora acima de tudo. Esmagado entre o drama dos trabalhadores explorados e a sua própria dor pessoal, acabará por explodir, de forma inesperada, deixando o espectador surpreendido e sem pé.

É assim ‘O Barqueiro’, filme que Simão Cayatte estreia nesta semana nas salas de cinema, a partir de uma história que o próprio foi escrevendo com Filipa Martins e Vasco Gato. “Trouxe para o guião um tema que me é muito caro e sobre o qual tenho trabalhado nestes últimos dez anos: a escravidão moderna”, explica o realizador ao CM, admitindo que a sua obra “pode ser um filme diferente para espectadores diferentes”. “É um trabalho que oscila entre a violência e a delicadeza: alguns podem ver nele um thriller; outros verão uma história de amor entre um pai e uma filha”, acrescenta.

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Pai e filha que, diga-se, não trocam uma palavra ao longo dos 106 minutos que ‘O Barqueiro’ dura. O elenco – que além dos nomes já referidos abarca ainda Miguel Borges, Sandra Faleiro e Jani Zhao – foi escolhido por Simão Cayatte “com relativa facilidade”. “Tanto o Romeu como a Madalena foram escolhidos por casting, mas eram as pessoas certas, pela energia que transmitem, pela fisicalidade. O Miguel e a Sandra estavam na minha cabeça quando escrevi o argumento”, conta. Agora, falta o público, para que este encontro tenha um final feliz. “Gostava muito que as pessoas arriscassem ir ao cinema, porque vão ver um filme que os vai empolgar e que tem um final controverso, que vai dar assunto para muita conversa”, observa.

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