Equívocos e inteligência
Os inteligentes também se equivocam, mas há equívocos que não abonam a inteligência dos equivocados...
‘Pedrito de Portugal’ voltou a equivocar-se, mais uma vez. Confundiu a autoria de “o insólito Pedrito”, excerto da peça crítica do respeitado João Aranha, considerada a notícia a destacar devido ao contexto e ao insólito do caso...
Equivocou-se quanto a um suposto “mau perder de António Ferrera” o ano passado na Moita, pois quer o matador espanhol quer o português Luís Procuna lidaram os dois ‘sobreros’ (toiros de reserva), por lesão dos que saíram à praça. Ferrera, com um toiro fantástico (premiado como o melhor da Feira), saiu em ombros; Procuna saiu dignamente por seu pé, sob forte ovação. Onde esteve o ‘mau perder’?
Muitos mais equívocos revelou, mais uma vez, ‘Pedrito’. Comparar-se, de momento, a Enrique Ponce, só se for por pensar que Ponce só toureou uma corrida em Espanha, em 2006, o que não é verdade, como todos sabem! Equívocos vários em declarações ao jornalista Miguel Alvarenga (jornal ‘Farpas’), visando também o autor destas linhas. Um desses equívocos traduzido no ‘recado’ mandado, negando ter dado qualquer entrevista ao referido jornal – mas bastando ler para constatar as suas contradições...
‘Pedrito’ é quem está a faltar ao respeito a si próprio. Na principal arena do País, volta à arena um toiro e ovação no outro não são prémios a desprezar, a menos que o desencantado toureiro tenha perdido a noção das distâncias, equivocando-se na faena da sua vida profissional. E o orgulho arrogante também é um equívoco, mesmo que disfarçado de ingenuidade e pseudo serviço público...
Inteligência é o que caracteriza o cartel de amanhã no Campo Pequeno. Repetir Salgueiro pai e filho, depois do sucesso recente de ambos naquela praça lisboeta é oportuno; repetir os triunfadores José Luís Gonçalves e Eduardo Gallo é justo prémio, a dar razão ao público que a todos aclamou recentemente, e com destaque para a ganadaria de S. Torcato, sinal de aguardada qualidade.
Repetir triunfadores na principal praça do País e acreditar nos jovens talentos que se revelam é a mais desejada estratégia em todo o mundo taurino. Importa criar ídolos, importa consolidar públicos. Assim se deveria fazer em todas as arenas, longe de interesses mesquinhos, apenas pensando nos verdadeiros valores da Festa e seu futuro.
Num ambiente demasiadas vezes à deriva, haja cada vez mais inteligência para que acabem os equívocos.
MANUEL CAETANO, jovem cavaleiro de Vila Franca de Xira, saiu em ombros com Bohorquez e Mendoza, após obter três orelhas, na praça de Atarfe, onde fora na última temporada o triunfador do concurso de ‘rejoneo’.
O SPORTING CLUB DE PORTUGAL vai ter a 30 de Agosto, no Campo Pequeno, a corrida do seu 101.º Aniversário. Um cartel, diz-se, de encher a praça lisboeta, mantendo a ligação cultural tradicional entre o clube e a Tauromaquia.
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