ESPERO DAR SHOW DE BOLA

Luiz Felipe Scolari e Roberto Medina, os ‘homens-fortes’ que vão estar à frente dos dois maiores eventos europeus deste Verão – o Euro’2004 e Rock In Rio-Lisboa respectivamente –, encontraram-se ontem na Cidade do Rock para doarem dois objectos simbólicos para o projecto social do festival: uma guitarra autografada pelos artistas portugueses que irão actuar no Palco Mundo (o principal) e uma bola assinada por alguns dos jogadores que irão representar a selecção nacional.

04 de maio de 2004 às 00:00
Partilhar

Estes dois objectos serão leiloados para instituições de caridade social através do ‘site’ oficial do Rock In Rio (www.rockinrio-lisboa.sapo.pt), após o evento, que termina dia 6 de Junho.

LENÇOS BRANCOS

Pub

Visivelmente bem-disposto (mais do que é costume), Luiz Felipe Scolari ainda brincou quando soube que o Rock In Rio vai distribuir gratuitamente 600 mil lenços brancos pela Comunicação Social. “Espero que não os usem depois nos jogos da selecção...”, lançou, entre risos.

Na sua primeira visita ao recinto do Rock In Rio-Lisboa, ‘Felipão’ confessou que não vai poder assistir a nenhum dia do evento por compromissos de estágio, mas garantiu que, se pudesse, escolheria o primeiro dia, o de Paul McCartney. “Ele pertence a uma geração que é a minha. Agora estou mais ‘coroa’, mas gostava muito dos Beatles. Eles conseguiram passar de pais para filhos e é curioso porque ainda hoje vejo os meus meninos a ouvir as suas músicas”.

De guitarra em punho, manifestando ainda assim que não sabia, sequer, um acorde, Luiz Felipe Scolari, que em tempos colocou a selecção portuguesa a ouvir Roberto Leal para descontrair, declarou que, se pudesse algum dia subir a um palco do Rock In Rio, seria para tocar músicas da sua terra, mais concretamente do Rio Grande do Sul. E apesar da música não ser o seu forte (“o meu negócio é mais ensinar a bater bola”, disse), lá lançou um desejo para o futuro: “Espero poder dar um show no futebol”.

Pub

Brincadeiras à parte, o seleccionador nacional confessou-se orgulhoso pelo cargo que ocupa na selecção e afirmou que “esta é uma grande oportunidade para Portugal se colocar no coração da Europa e chamar atenção para o lado fraterno”.

Recorde-se que o Euro’2004 arranca uma semana depois de terminar o Rock In Rio, e que juntos, os dois eventos, vão ter também um forte impacto na economia portuguesa, sabendo-se desde já que cerca de 25 empresas investiram mais de 175 milhões de euros para se associarem às duas iniciativas.

DE MÃOS DADAS PELAS CRIANÇAS

Pub

Para além de serem dois projectos grandiosos que têm como finalidade o entretenimento, o lazer e alegria do público, o Rock In Rio e o Euro’2004 têm em comum uma grande vertente social. Muitos talvez não saibam mas ambos os eventos têm a sua marca associada a projectos voltados para a ajuda a crianças necessitadas.

O Rock In Rio, por exemplo, tem como pilar o projecto ‘Por Um Mundo Melhor’ para o qual será canalizada parte da receita obtida com a venda de bilhetes. Se no âmbito internacional o festival já beneficiou crianças de 43 países através da Childreach, também em Portugal as crianças mais desfavorecidas serão beneficiadas através da parceria com a SIC Esperança, o braço social do grupo SIC.

No que toca ao Europeu de futebol, a sua face mais humanitária revela-se na cooperação com o Comité Internacional da Cruz Vermelha. De resto, a própria UEFA tem apoiado essa campanha cujo objectivo é reunir as famílias separadas pela guerra e proteger as crianças envolvidas em conflitos armados. Os árbitros Pierluigi Colina, Anders Frisk e Markus Merk já foram, inclusive, nomeados embaixadores da campanha.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar