“Estamos endividados mas há que ir em frente”
Sérgio Godinho tem um novo disco de originais, chamou-lhe ‘Nação Valente’ e já está disponível no mercado nacional.
Sérgio Godinho lança esta sexta-feira, 26 de janeiro, no mercado o seu primeiro disco de originais em sete anos. ‘Nação Valente’ [da Universal] sucede a ‘Mútuo Consentimento’, mas entretanto o músico fez "muitas outras coisas".
Escreveu canções para outros, lançou um disco ao vivo (‘Liberdade’) e o álbum ‘Caríssimas Canções’, em que interpreta temas de artistas que sempre o fascinaram. E, é claro, lançou um livro de contos e estreou-se no romance com ‘Coração mais que perfeito’.
"Não sinto esse hiato de tempo", conta-nos. "Até porque me mantive sempre criativo. A certa altura comecei a sentir falta [de gravar um disco novo]. E a vontade cresceu até se tornar numa premência".
‘Nação Valente’ é composto por dez temas e as letras são todas do próprio, exceção feita à canção ‘Delicado’, de Márcia, que o cantor adora. Quanto às músicas, foram encomendadas a José Mário Branco, David Fonseca, Filipe Raposo, Pedro da Silva Martins e a Nuno Rafael (que também produziu o disco).
Sérgio Godinho diz gostar "de todas as canções, de forma diferente, como se gosta dos filhos", mas admite que ‘Nação Valente’, que dá título ao álbum, tem uma ressonância especial. "É uma canção de amor ao País", diz-nos. "É uma canção pós-troika. Sei que estamos endividados, mas há que ir em frente. Sinto-me muito parte deste Portugal."
A primeira apresentação ao vivo do disco acontece a 2 de fevereiro, à porta dos Armazéns do Chiado, Lisboa. É gratuita.
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