FALECEU FADISTA MARIA AMORIM

A fadista Maria Amorim, radicada em Londres desde 1953, morreu ontem na capital britânica, vítima de doença prolongada, devendo o corpo ser cremado hoje, disse à Lusa fonte familiar.

21 de dezembro de 2003 às 00:00
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A fadista, de 67 anos, foi este ano homenageada em Londres, pelos 50 anos de carreira, e em Novembro editou um CD de êxitos.

Maria Amorim começou a cantar na Parreirinha de Alfama, de Argentina Santos, em Lisboa. "A minha mãe era amiga da Argentina e comecei ainda nova a cantar e, às vezes, até ficava a dormir no apartamento por cima da Parreirinha", recordou em entrevista à Lusa por ocasião da homenagem. "O fado despertou-me interesse quando, ainda pequenina, ia espreitar os fados numa taberna próxima de onde morava. Nessa altura, "escutava enlevada o Manuel Calisto, Joaquim Silveirinha, Manuel Gil, José Coelho, entre outros", referiu.

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Nas lides fadistas, a intérprete de 'Já é Tarde' (Joaquim Campos/ Alberto Rocha) era conhecida pela 'migalhinha', alcunha que lhe advém de uma quadra que Fernando Farinha lhe dedicou.

Entre os fados que a celebrizaram contam-se 'Fado de Outrora' (José Marques/João de Freitas), 'Esperas de Gado' (Nuno Meireles/J. Freitas), 'Vidas Sombrias' (Túlio Penha/J. Freitas), 'Fado nos Arredores' (Hugo Vidal/J. Freitas) e 'Eu Nasci na Madragoa' (F. Farinha).

Em Londres, Maria Amorim participou em vários espectáculos e gravou discos com fados do seu repertório e outros mais conhecidos, como 'Casa Portuguesa', 'Lisboa à Noite' ou 'Fado Errado.

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