Feira do Livro ‘sonha’ com 600 mil visitantes
Festa da literatura, e não só, bate novo recorde de editores. Neste ano, são 626.
O presidente da Feira do Livro de Lisboa, Pedro Pereira da Silva, diz que sonha ver o Parque Eduardo VII (ainda mais) cheio de pessoas. A festa, cuja 88ª edição arranca na sexta-feira, já chegou aos 537 mil visitantes, mas este ano, dada a "qualidade da programação" e "o bom tempo que se faz sentir", o responsável espera ainda mais gente.
"Vamos apanhar mais um feriado, o 13 de junho, temos mais sombras e restauração mais diversificada, portanto estou a sonhar com as 600 mil pessoas", acrescenta Pereira da Silva. "Sei que é pedir muito, mas é o que gostaria."
Com várias novidades, a Feira do Livro bate neste ano novo recorde: tem mais oito pavilhões e os editores passam dos 601, em 2017, para os 626, em 2018. E como, segundo um estudo de públicos realizado para a feira, 12% dos visitantes do evento levam as crianças (até aos 13 anos) ao Parque Eduardo VII, as atividades para os mais novos vão continuar a ser prioridade na programação.
Assim como a recolha de livros usados, que os visitantes já não queiram em casa e que possam ser encaminhados para crianças apoiadas por instituições da rede do Banco de Bens Doados. Desde 2015, já foram recolhidos cerca de 20 mil livros para os jovens.
PORMENORES
Passa a fechar mais cedo
Os horários da Feira do Livro de Lisboa vão mudar: de segunda a quinta, os pavilhões abrem às 12h30 e fecham às 22h00 (e não às 23h00).
Hora H é para manter
A Hora H vai voltar à feira, com descontos mínimos de 50% em livros que ultrapassaram os 18 meses do preço fixo.
Feira de Lisboa é exemplar
Iniciativa da APEL – Associação Portuguesa de Editores e Livreiros volta a atrair responsáveis de outros países para estudar o seu "sucesso". Desta feita são os holandeses que nos visitam.
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