Filme de amor lésbico vence a Palma de Ouro
'La Vie d’Adèle', de Abdellatif Kechiche, é o grande vencedor do 66º Festival de Cannes.
O Festival de Cannes faz história ao dar o prémio mais valioso a um filme sobre uma paixão lésbica,‘La Vie d’Adèle’. Ironicamente, na altura em que Paris estava bloqueada por três manifestações contra a lei que aprovou o casamento homossexual.
Oriundo de um país onde o conservadorismo é sério, o tunisino Abdellatif Kechiche não assume este trabalho como um filme de mensagem ‘gay’, mas tão somente uma obra que procura captar a mais intensa das intimidades. É o que vemos durante três horas onde largos minutos decorrem com dois corpos envolvidos no sexo mais ousado.
"Este foi um filme que me fez crescer imenso", declarou Adèle Exarchopoulos, de 19 anos, ao CM, frisando que na sua interpretação deu "tudo o que tinha".
Sentimento partilhado pela experiente Léa Seydoux, de 27 anos, frisando que o filme "é muito mais do que sexo entre duas mulheres".
"É um prémio para três grandes artistas: Kechiche, Léa e Adèle", disse Steven Spielberg ao justificar a escolha do júri que presidiu. Uma escolha partilhada pela crítica internacional (FIPRESCI).
Bérénice Bejo (‘Le Passé’) e Bruce Dern (‘Nebraska’) ganharam os prémios para melhor interpretação feminina e masculina; Zhangke Jia foi melhor argumentista (por ‘Tian Zhu Ding’) e os irmãos Coen receberam o Grande Prémio do Júri com ‘Inside Llewyn Davis’.
PRÉMIOS
Melhor interpretação feminina – Bérénice Bejo ('Le Passé')
Melhor interpretação masculina – Bruce Dern ('Nebraska')
Melhor Argumento – Zhanke Jian ('Tian Zhu Ding')
Prémio do Júri – 'Like Father, Like Son’, de Hirozaku Koreeda
Melhor Realizador - Amat Escalande ('Heli')
Grande Prémio – 'Inside Llewyn Davis', de Ethan Coen e Joel Coen
Câmara de Ouro – 'Llo Llo', de Anthony Chen
Curta metragem – 'Safe', de Moon Byoung-gon
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