Frostbitten vence Grande Prémio do 26º Fantasporto

O cinema nórdico esteve em plano de destaque na 26.ª edição do Fantasporto, tendo arrebatado os dois prémios mais importantes. O festival, que hoje termina, premiou com o Grande Prémio da Secção Oficial de Cinema Fantástico, a produção sueca ‘Frostbitten’, de Anders Banke.

05 de março de 2006 às 00:00
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Outro destaque vai para ‘Adams Apples’ , do dinamarquês Anders Thomas Jensen, que venceu os prémios da Semana de Realizadores, melhor argumento e actor. O cinema português que abriu pela primeira vez o certame com ‘Coisa Ruim’, ainda não foi desta que ganhou qualquer galardão.

A única presença portuguesa nos galardões foi ‘Animal’, de Roselyne Bosh, co-produzido por António Cunha Telles, com um desempenho mediano de Diogo Infante. A obra venceu na categoria Filme Europeu de Cinema Fantástico e será o candidato do Fantasporto ao Prémio de Melhor Filme Europeu de Cinema Fantástico – o Méliès de Ouro de 2006, a atribuir em Julho, em Helsínquia.

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Na Secção Oficial Orient Express, dedicada ao cinema oriental, os vencedores são Chan Wook Park com ‘Sympathy For Lady Vengeance’, o último filme da trilogia que o autor de ‘Old Boy’ dedicou à vingança, e ‘The Bow’, de Kim Ki Duk. Destaque também para a obra canadiana ‘Saint Martyrs des Damnés’, que arrebatou o prémio de realização, e para o actor Jaume Garcia Arija, que ganhou pela interpretação em ‘Zulo’, um estudo profundo sobre a solidão e a paranóia.

‘Frostbitten’ é uma abordagem moderna ao filme de vampiros. Em pleno Inverno, a médica Annika e a filha, Saga, estão de mudança para uma pequena cidade no Norte da Suécia. A começar uma nova vida logo percebem que aquele lugar carrega um pesado fardo, um segredo que não quer ser revelado. Na escola, Saga conhece uma estranha rapariga chamada Vega, uma ruiva gótica e assim começaram os episódios bizarros.

NÚMEROS

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Durante 14 dias, passaram pelo ‘Fantas’ 230 filmes (150 longas e 80 curtas-metragens). Na presente edição a organização – que teve um orçamento de cinco milhões de euros – estima uma assistência de 100 mil espectadores. Aliás segundo a mesma organização, esta tem sido a média do festival nos últimos cinco anos. No total, o evento registou cerca de 300 mil visitantes, entre sessões de cinema, feira multimédia, debates e conferências de Imprensa.

BALANÇO POSITIVO COM DOIS DESGOSTOS

Mário Dorminsky, organizador do festival, mostrou-se ontem bastante satisfeito com a edição de 2006 do ‘Fantas’. Apenas dois desgostos. “Preferia que o Grande Prémio tivesse sido ganho pelo filme canadiano ‘Saint Martyrs des Damnés’. Mas a escolha é do júri e nada há a fazer. Fiquei também com pena de ‘Coisa Ruim’ não ter sido premiado”, disse ao CM. Dorminsky afirmou ainda que o festival teve de lutar contra três grandes inimigos: o jogo Benfica-Liverpool, o mau tempo e o Carnaval que tirou do Porto alguns milhares de estudantes: “Mesmo assim, tivemos as salas sempre cheias, e uma coisa muito boa que eram os filmes a esgotar no dia anterior à exibição”.

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