Fundação Ricardo Espírito Santo Silva volta a ter ordenados em atraso

Salários de agosto e subsídio de férias ainda não foram pagos. Administradora promete solução para breve.

29 de setembro de 2017 às 08:26
Fundação Ricardo Espiríto Santo Silva, FRESS, Espírito Santo, Conceição Amaral, Santa Casa da Misericórdia de Lisboa, banqueiro, Ricardo Espírito Santo, política, questões sociais, economia, negócios e finanças Foto: Pedro Catarino
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A Fundação Ricardo Espiríto Santo Silva (FRESS) continua a ter salários em atraso. A confirmação foi dada ao CM por Conceição Amaral, administradora executiva da instituição. Em causa estão os ordenados de agosto e o subsídio de férias. Os salários de julho foram liquidados já este mês.

A responsável garante que, apesar do turbilhão financeiro que enfrenta, a FRESS "está a fazer todos os esforços para ultrapassar a situação brevemente".

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As dificuldades da instituição dedicada às artes e ofícios são recorrentes desde a queda do império Espírito Santo, em 2014. Em setembro do ano passado, o CM noticiou pela primeira vez que a FRESS tinha deixado de pagar os salários atempadamente aos seus cerca de 130 professores e funcionários.

A situação repetia-se desde o início do ano e estava a tornar-se insustentável. E nem o protocolo assinado com a Santa Casa da Misericórdia de Lisboa pôs fim ao pesadelo dos trabalhadores. Apesar da regularização verificada no fim do ano passado, a FRESS voltou a enfrentar dificuldades no início deste ano e agora a situação repete-se.

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O CM sabe que a reestruturação das atividades continua em andamento, mas o processo está a ser moroso por se manter a necessidade de aumentar as receitas próprias.

A fundação, idealizada há mais de 60 anos pelo banqueiro e colecionador Ricardo Espírito Santo, tem um museu de artes decorativas, oficinas, uma escola superior de artes e um instituto de artes e ofícios.n

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