Gonçalo Tocha vence 9º DocLisboa
O filme do realizador português Gonçalo Tocha ‘É na Terra Não é na Lua’ – já contemplado com uma menção honrosa no Festival de Locarno deste ano – acaba de se sagrar vencedor da 9ª edição do DocLisboa – Festival Internacional de Cinema.
O documentário, de 180 minutos, concorria com mais 12 filmes e foi rodado ao longo de quatro anos na ilha do Corvo. Segundo o realizador, que assim arrecada 10 mil euros com este Grande Prémio Cidade de Lisboa, o documentário pretende ser um arquivo em movimento de “uma microcomunidade fechada em si própria”.
O prémio DocLisboa para melhor curta-metragem, no valor de dois mil e quinheitos euros, foi para ‘Com la Licencia de Diós’, produção com que a suíça Simona Canonica conta a história de uma mãe de família mexicana que aguarda que o marido regresse dos Estados Unidos, para onde emigrou.
O prémio Especial do Júri foi atribuído ao filme ‘Territoire Perdu’, co-produção franco-belga assinada por Pierre-Yves Vandeweerd, e o Prémio Revelação, que tem o valor de três euros, distinguiu desta feita uma realizadora francesa, Nathalie Nambot, e o seu trabalho ‘Ami, Entends-tu’.
A criadora Flávia Castro arrecadou dois prémios nesta edição do DocLisboa, com a produção franco-brasileira ‘Diário de uma Busca’: o Prémio RTP2 para melhor documentário de investigação e o Prémio CPLP para melhor longa ou média metragem dos Países de Língua Portuguesa (dois mil e quinhentos euros).
Foram ainda premiados os portugueses Pedro Filipe Marques, com ‘A Nossa Forma de Vida’ (recebeu três mil euros do Prémio Caixa Geral de Depósitos para melhor primeira obra) e Bruno Cabral, com ‘Praxis’ (Prémio DocLisboa e ISCTE-IUL para melhor curta-metragem, no valor de dois mil e quinhentos euros).
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