Green Day ganharam a noite
<p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt; background: white"><font size="3"></font><p class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt; background: white"><font size="3"></font><p align="justify" class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt; background: white">Ambiente festivo no primeiro dia do Alive, que nem a ameaça de chuva assustou as milhares de pessoas que começaram a encher o festival no final da tarde desta sexta-feira.<br /><p align="justify" class="MsoNormal" style="text-align: justify; margin: 0cm 0cm 0pt; background: white">
O regresso a Portugal do punk rock revivalista dos Green Day foi recebido de forma exultante pelas mais de 35 mil almas que encheram ontem à noite o Passeio Marítimo de Algés. Nome principal do primeiro dia do festival Alive, os norte-americanos souberam ganhar os milhares de fãs com uma viagem que não se ficou pelos temas mais antigos que fizeram a história do grupo.
Um sonoro "Lisboa" antecedeu uma entrada em força com ‘99 Revolutions', muito festejada pela muralha humana que cercou o palco principal. As primeiras filas saltam e acotovelam-se à procura de espaço que não existe. Sem dar tréguas, atacam com ‘Know Your Enemy', enquanto ‘Stay the Night' convida os festivaleiros a não arredarem pé durante as próximas duas horas.
A diversão ficou garantida com a troca cómica de galhardetes entre o vocalista Billie Joe Armstrong e o baixista Mike Dirnt, enquanto Tré Cool, na bateria, preenchia os poucos tempos mornos. O concerto avançava com ‘Boulevard of Broken Dreams', ‘Wake Me Up' e ‘Hitchin' a Ride', até fechar com ‘King for a Day' e Minority'.
O ‘encore' ficou reservado para ‘American Idiot', com os primeiros versos a serem cantados por milhares de vozes, ‘Jesus of Suburbia' e ‘Brutal Love'. Tré Cool entra a correr pelo palco com a bandeira portuguesa, enquanto os colegas se ajoelham a agradecer a uma audiência que não se cansou de puxar pelos Green Day.
STEREOPHONICS ABREM HOSTILIDADES
Cerca de cinco mil pessoas aguardavam com expetativa o arranque do Alive com os Stereophonics no palco principal. O grupo galês liderado por Kelly Jones abriu o festival às 18 horas com um concerto cheio de garra, apoiado no novo ‘Graffiti on the Train'. Os quase 40 minutos que durou a prestação acabou por saber a pouco face à qualidade sonora apresentada.
Biffy Clyro manteve o tom e mostrou com o seu pop agressivo porque é um dos grupos acarinhados pela crítica, depois de lançarem este ano ‘Opposites'. A receção entusiasta de ‘Catacomb' e ‘Local Boy' pela audiência obriga a um "Lisboa, vocês são fantásticos", pelo vocalista Simon Neil. O ambiente aquece, ao mesmo tempo que o público vai aumentando de número a pouco e pouco.
Muito bem recebido foi o ‘power pop' dos Two Door Cinema Club, que tocou antes dos Green Day. Dançável quanto baste, a prestação do grupo da Irlanda do Norte incidiu nos álbuns ‘Tourist History' e ‘Beacon'.
O eletrónico Steve Aoki, que fechou a noite no palco principal, fez a festa com um alinhamento que espalhou a loucura. Dois insufláveis de borracha, com alguns corajosos lá dentro, circulavam por cima do público, suportados por centenas de braços. E nem a chuva, que passou da ameaça à ação, chegou para refrescar as cabeças dos muitos milhares que não arredaram pé até ao final da noite.
DEAP VALLY ESPALHAM SEXO EM FORMA DE ROCK
O duo Deap Vally, no palco secundário, mostrou que sexo e rock combinam na perfeição com a apresentação ao vivo do disco de estreia ‘Sistrionix'. Lindsey Troy, de top provocante e calções justíssimos, entusiasmou as poucas centenas de pessoas que enchiam o espaço com uma voz forte e um toque de guitarra fenomenal. Julie Edwards, na bateria, espalhava sensualidade pela sala, enquanto atacava as peles como se a vida de ambas dependesse dos 45 minutos que durou a performance.
Rock duro e cru, refletido em provocações contínuas ao público. ‘Digam àquele rapaz para me dar o pénis dele', pede Troy, maliciosa, às raparigas presentes enquanto aponta para a ‘vítima'. Resposta imediata, com dezenas de vozes femininas a clamarem pelo órgão. Ambas muito comunicativas, foram um dos primeiros grandes momentos da noite que já caía.
'WESTERN SPAGHETTI' COM DEAD COMBO
O palco secundário transformou-se em principal durante uma hora com os Dead Combo, depois de uma boa atuação dos canadianos Japandroids. À espera deles estava uma sala bem composta para ouvir os devaneios de Pedro Gonçalves e Tó Tripps, já com novo chapéu, depois de ter perdido o anterior no aeroporto Charles de Gaulle em Paris. Ambiente ‘western', tocado aqui e ali pelas sonoridades da rumba, do cha-cha-cha e do fado, marcaram uma atuação muito festejada por um dos grupos mais originais da música que se faz pelo burgo nacional.
Ainda com os Green Day a tocarem na outra ponta do Alive, entraram em cena os Vampire Weekend, suportados por uma falange de apoio fiel e conhecedora do trabalho do grupo. Atual coqueluche do rock mais alternativo, os nova-iorquinos souberam responder, com a sua afro-pop inspirada, às expetativas das milhares de pessoas que os esperavam, assumindo-se como uma das estrelas do primeiro dia do Alive.
Seguiram-se os Crystal Fighters, com o seu ‘folktrónico' aguerridamente dançável. O bom ambiente, que já tinha sido lançado pelos Vampire Weekend, tornou-se ainda mais explosivo, ao ponto de ninguém conseguir ficar quieto com o som poderoso debitado pelo sexteto basco-londrino.
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