Greve de funcionários fecha onze museus
Paralisação tinha sido convocada no mês passado pela Federação dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas.
A greve anunciada em março pelos funcionários dos museus e monumentos obrigou ontem ao encerramento de onze espaços afetos à Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) e à abertura parcial de outros três. Segundo fonte do Gabinete de Comunicação daquele organismo, estiveram ontem "abertos ao público treze museus e monumentos", três deles a funcionar "com restrições". A saber, o Museu Nacional de Arte Antiga (MNAA), o Palácio Nacional de Mafra e o Panteão Nacional.
"No caso do MNAA, o museu está a cobrar apenas 50% do valor do ingresso, para que os visitantes não se sintam lesados – já que não podem ver o espaço por inteiro", explicou a fonte.
Para o dia de hoje, a greve mantém-se e o cenário deverá ser semelhante. Embora o Governo tenha anunciado a intenção de colocar nos quadros da Administração Pública 113 trabalhadores de museus e monumentos, para a Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais – que convocou a paralisação – essa medida não se afigura suficiente. Artur Sequeira, dirigente da federação, diz que integrar uma centena de pessoas não chega para suprir as necessidades do setor.
Sobre as possíveis consequências da greve, a DGPC prefere não comentar. "O direito à greve é consagrado", referiu a mesma fonte. Entre os espaços fechados ontem, contam-se a Torre de Belém, o Museu de Arqueologia, o Museu do Traje e o Museu dos Coches, em Lisboa.
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