Henrique Feist conta a história da Eurovisão
A encher salas no Casino Estoril, ‘Balas e Purpurinas’ ficará em cena até 3 de maio.
Uma cantora ameaçada por um grupo terrorista. Um ditador que decide quem vence – ou não – o concurso. Um outro que envia um negro ao festival para provar que não lidera um país racista... (adivinhem de quem se trata!) São algumas das histórias que nos conta Henrique Feist no musical ‘Balas e Purpurinas – O Lado B da Eurovision’, em cena no palco do Auditório do Casino Estoril até 3 de maio.
O espetáculo conta a história do Festival Eurovisão da Canção, vista através da música, claro, mas acima de tudo através das intrigas de bastidores que marcaram, desde sempre, este evento e que o ator e encenador recolheu para usufruto do espectador. “O objetivo deste trabalho – além da parte estética e lúdica, bem entendido – é mostrar como a História da Europa está ligada à Eurovisão e vice-versa”, aponta Henrique Feist. “A Eurovisão serviu de palco a vinganças, a agradecimentos, serviu para limpar armas ou para continuar guerras – e nunca deixou, nem deixará, de ser um palco político”, sublinha. Num cenário “despojado”, com mudanças de cena “muito rápidas” e “um grande dinamismo na contracena”, com “os atores a entrarem e saírem constantemente do palco, sempre com personagens diferentes”, Henrique Feist admite estar agradado com a “excelente receção” que o público tem dedicado a esta produção da ArtFeist. Neste musical, divide palco com Valter Mira, Catarina Clau e Filipa Azevedo – ela própria vencedora do Festival RTP da Canção em 2010 (com ‘Há Dias Assim’). “Não chegamos aí porque a ação do espetáculo vai de 1956 a 2017, ano em que o Salvador Sobral ganhou. Achámos que era uma bela forma de terminar”, conclui Henrique Feist.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt