“História é inventada, mas muito realista”, diz Emilio Ortiz

‘Através dos meus pequenos olhos’ revela o quotidiano de um cego a partir dos olhos do seu cão-guia.

16 de novembro de 2017 às 01:30
Emilio Ortiz esteve em Portugal com o seu cão-guia, Spock, para apresentar o seu primeiro romance: ‘Através dos meus pequenos olhos’. “Já estou a trabalhar no meu segundo romance”, revela o autor, que nasceu em Barakaldo, no País Basco, e que atualmente reside em Albacete Foto: Bruno Colaço 
Emilio Ortiz esteve em Portugal com o seu cão-guia, Spock, para apresentar o seu primeiro romance: ‘Através dos meus pequenos olhos’. “Já estou a trabalhar no meu segundo romance”, revela o autor, que nasceu em Barakaldo, no País Basco, e que atualmente reside em Albacete Foto: Bruno Colaço 
Emilio Ortiz esteve em Portugal com o seu cão-guia, Spock, para apresentar o seu primeiro romance: ‘Através dos meus pequenos olhos’. “Já estou a trabalhar no meu segundo romance”, revela o autor, que nasceu em Barakaldo, no País Basco, e que atualmente reside em Albacete Foto: Bruno Colaço 

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Tinha 15 anos quando lhe foi diagnosticada uma doença degenerativa que o deixou completamente cego aos 17. Contudo, graças ao braille e às novas tecnologias, assim como a uma grande "dose de coragem e ânimo", Emilio Ortiz, hoje com 42 anos, conseguiu manter duas das suas grandes paixões: a leitura e a escrita.

O seu primeiro romance, ‘Através dos meus pequenos olhos’ (Porto Editora), rapidamente se tornou líder de vendas na internet e um fenómeno nas redes sociais. O livro gira em torno de Mário, um jovem invisual que inicia uma nova etapa da sua vida com a ajuda de Cross, o seu cão-guia e narrador da história.

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"Queria escrever um livro que fosse uma crítica social. E quem melhor para o narrar que um cão, que tem um olhar sem preconceitos, inocente e livre?", explica ao CM o autor basco, que esteve em Portugal a promover a obra.

"É uma história inventada, mas muito realista. Mostra as lutas diárias de um cego num mundo que não está preparado para as pessoas cegas, ao mesmo tempo que critica o estilo de vida de hoje, onde cada vez tratamos pior os humanos e os animais, e perdemos a nossa capacidade instintiva", diz Emilio Ortiz, que se inspirou em Spock, o golden retriever que o guia há quase uma década.

"Temos uma união afetiva muito profunda. Estamos juntos 24 horas, somos amigos e irmãos. Ele sabe quando estou triste, eu percebo quando ele está nervoso. É uma simbiose total, quase telepática", revela.

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