Incêndio destrói dezoito mil livros

Um incêndio, ontem de manhã, na única biblioteca do concelho de Paredes, provocou a destruição de mais de 18 mil livros e um prejuízo superior a 150 mil euros.

19 de abril de 2010 às 00:30
Incêndio destrói dezoito mil livros Foto: Roberto Bessa Moreira
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O fogo foi detectado por volta das 10h00, numa altura em que a biblioteca se encontrava encerrada. A administração da fundação A Lord, entidade proprietária e gestora do equipamento, desconhece a causa do incêndio.

Para além dos livros, as chamas, mas sobretudo o intenso fumo e a água utilizada pelos bombeiros, causaram estragos de monta nos 11 computadores do espaço multimédia e no auditório.

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"Quando cá chegámos só víamos fumo, pois o alarme de incêndio já tinha disparado. Pouco depois rebentou a montra da frente devido ao intenso calor", descreveu Cipriano Oliveira, o chefe operacional dos Bombeiros de Lordelo.

O mesmo responsável explicou que as chamas tiveram início numa "das salas situadas na parte de trás da biblioteca", mas não foi capaz de identificar as causas que estiveram na origem do fogo. "Neste momento, não sabemos ainda o que terá motivado o incêndio", disse.

Eugénia Gonçalves, funcionária desta instituição que organiza sessões itinerantes nas escolas da região, também desconhece o que terá provocado o fogo, até porque, "às 19h00 de sábado, a biblioteca fechou normalmente e sem qualquer problema".

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No combate a este incêndio estiveram as cinco corporações do concelho de Paredes, num total de 49 homens e 14 viaturas.

O prédio tem três pisos e contém, para além da biblioteca, consultórios e habitações. O fogo foi dado como extinto pelas 14h00.

ALUNOS FICAM SEM BIBLIOTECA

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A biblioteca de Lordelo é a única disponível para os milhares de alunos que frequentam as escolas da região e, como tal, estava, sobretudo, apetrechada com livros escolares ou obras com informação adequada aos diversos programas curriculares. "Os livros estão nas estantes, mas não sei se, devido ao fumo e à água, serão recuperáveis", disse, ontem, Eugénia Gonçalves.

Francisco Leal, presidente da A Lord, lamentou a perda de algumas enciclopédias luso-brasileiras, "muito provavelmente os exemplares mais valiosos do espólio da instituição".

Leal lastimou ainda a perda de todas as colecções de vídeos, CD e DVD que alimentavam o espaço multimédia. "Foi no local onde estava guardado este material que o incêndio começou. Está tudo perdido", referiu.

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