José Fidalgo entra em lutas de rua
Incesto, lutas ilegais de rua, abusos sexuais, paixões tórridas, vingança. Com tudo isto se faz ‘Marginais’, segunda longa-metragem de Hugo Diogo. Inovador, ritmado, urbano e com temas inéditos no cinema português: estes são os trunfos do filme, segundo o realizador, que já em 2006 viu premiado ‘Incógnito’, com o reconhecimento do público no Lisbon Village Festival. <br/>
As filmagens, protagonizadas por José Fidalgo, decorreram em Lisboa e nos arredores em Outubro de 2007 e, em Janeiro de 2009, o filme deve chegar aos ecrãs nacionais. 'Precisava de alguém com ar de machão, vilão', explica o cineasta de 28 anos sobre a escolha de Fidalgo para protagonista.
A história, 'inspirada numa notícia que o CM publicou há anos', é uma encruzilhada de várias: ‘Lucas’ (Fernando Martins) culpa o irmão ‘Carlos’ (Fidalgo) pela morte da mãe num acidente de viação e vinga-se dele através da namorada, ‘Maria’ (Patrícia André). Ela, por sua vez, vive um drama entre paredes, pois os abusos do pai, ‘Constantino’ (Almeno Gonçalves), resultaram numa filha, ‘Ana’ (Inês Guimarães). Na ruas, as lutas ilegais alimentam vícios e raivas. No elenco, também há não-actores, jovens da Costa de Caparica praticantes de jiu-jitsu.
‘Marginais’ fez-se com pouco dinheiro (150 mil euros) e 'muito trabalho', sublinha o cineasta, lembrando intensos 18 dias de rodagem, 18 horas diárias de trabalho.
Quem corre por gosto não cansa e já prepara novos projectos. Segue--se a curta-metragem, adaptando um texto inédito de Pedro Paixão, ‘No Meu Coração Não Há Lugar para Mim’, e uma longa, a filmar nos EUA, a partir do livro ‘Saudades de Nova Iorque’, do mesmo autor.
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