José Pedro Gomes e José Raposo juntos

‘Ñaque’ é um original espanhol que Marco Medeiros encenou e está a apresentar no Teatro Villaret, em Lisboa.

26 de março de 2018 às 01:30
José Pedro Gomes, José Raposo, teatro, Ñaque, Marco Medeiros, Teatro Villaret, Lisboa Foto: Direitos Reservados
José Pedro Gomes, José Raposo, teatro, Ñaque, Marco Medeiros, Teatro Villaret, Lisboa Foto: Direitos Reservados

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José Pedro Gomes e José Raposo já não partilhavam o palco há 27 anos, mas agora querem compensar o tempo perdido com ‘Ñaque’, uma peça do espanhol José Sanchis Sinisterra que acaba de estrear no Teatro Villaret, em Lisboa, e que promete percorrer o País com uma proposta de ‘humor triste’.

Em cena, dois atores – Rios e Solano – formam a companhia Ñaque, grupo de teatro ambulante que anda de terra em terra com várias peças em carteira. Nem sempre há dinheiro. Nem sempre há o que comer. Mas é preciso continuar a andar.

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O espetáculo é o pretexto para falar da vida dos atores e para refletir sobre a efemeridade do teatro. "Não é uma peça fácil", admite José Raposo. "Espero que o público não venha aqui à espera de uma ‘Conversa da Treta’. Mas em pouco mais de uma hora há tempo para rir, para chorar, para sorrir..."

José Pedro Gomes diz que a encenação, de Marco Medeiros, foi ao mesmo tempo rigorosa e permissiva. "O encenador deu-nos margem para inventarmos, e incluiu os nossos contributos no trabalho, mas sem desistir das suas ideias iniciais, do rigor com que via as personagens. O que foi ótimo."

Felizes por voltarem a partilhar o mesmo palco – coisa que não acontecia desde 1991, quando fizeram ‘Depois de Magritte’, de Tom Stoppard, num centro comercial – os atores esperam que ‘Ñaque’ venha a ser um sucesso. "É a nossa expectativa, em todos os trabalhos, mas este espero que seja...", conclui José Pedro Gomes.

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