Kings of Leon fecharam Alive com chave de ouro
Norte-americanos tocaram principais êxitos para um público delirante numa noite onde Phoenix, Django Django e Of Monsters and Men também fizeram a festa.<font size="3"></font>
“Os nossos fãs podem esperar um grande concerto”, prometeram Jared e Matthew Followill em entrevista ao CM, duas horas antes de os Kings of Leon subirem, ontem, ao palco principal, às 23h00, para fecharem um Alive em festa. Promessa cumprida em pleno pelo grupo de Nashville em pouco mais de 01h45, no regresso ao nosso País, após uma ausência de nove anos, quando passaram em 2004 pelo Rock in Rio de Lisboa.
Canções como ‘Radioactive’, ‘Closer’, ‘Pyro’ ou ‘Back Down South’ souberam animar os admiradores que se apertavam nas primeiras filas, enquanto mais atrás a palavra de ordem era dançar e saltar ao som das guitarras distorcidas que a banda ia debitando com vigor.
Espetáculo curto em relação aos Green Day e aos Depeche Mode, houve tempo de sobra para os Kings of Leon percorrerem os temas mais conhecidos de uma carreira discográfica iniciada em 2003. Para o fim estavam guardados os esperados ‘Use Somebody’ e ‘Sex on Fire’, já em ‘encore’, antes de o público debandar para o palco secundário, onde os Band of Horses festejavam o seu ‘southern rock’ com alguns milhares de fãs. ‘Vocês são fantásticos!’, berram francamente felizes, para uma audiência aos pulos, após ‘The Funeral', já no final do concerto.
PHOENIX CONVIDAM À DANÇA
O grupo francês liderado por Thomas Mars mostrou, na sua estreia no nosso País, porque é um dos projetos mais frescos do rock eletrónico que atualmente se faz. Com um jogo de luzes espetacular numa coreografia envolvente, mostraram como em 01h20 se pode fazer a festa de forma eficaz.
Em digressão a promover ‘Bankrupt!’, lançado em Abril passado, os Phoenix passearam o seu talento no palco principal do Alive com canções tão excitantes como ‘Lisztomania’, ‘Trying to Be Cool’, ‘Drakkar Noir’ ou ‘Armistice’, numa noite onde em França se celebrava o 14 de Julho, dia da tomada da Bastilha.
Antes, no mesmo espaço, os australianos Tame Impala convidaram os fãs a acompanhá-los ao mundo psicadélico dos anos 60, depois de por ali já ter passado Jake Bugg. Aos 19 anos, o cantor inglês tornou-se uma das coqueluches dos ‘media’ britânicos, apoiado no disco homónimo, onde sobressai o tema ‘Lightning Bolt’.
MUNDO À BEIRA DO FIM COM LINDA MARTINI
O grupo português abriu às 18 horas o último dia do festival para cerca de 5.000 pessoas, com mais um concerto excelente. A maneira como o projeto nacional deixa tudo em palco, como se estivesse iminente o fim do mundo daí a momentos, é já uma marca registada da banda, que se prepara para lançar novo trabalho em Setembro. E até houve tempo para Hélio Morais abandonar as baquetas da bateria por alguns minutos e atirar-se para um merecido banho de multidão, em versão ‘crowd surfing’.
No palco secundário atuavam, entretanto, os portugueses Brass Wires Orchestra com um espetáculo acolhedor, bem mais positivo do que há duas semanas, quando abriram o concerto de Bon Jovi no Parque da Bela Vista, em Lisboa.
Foi depois a vez de Of Monsters and Men mostrarem que o sucesso que têm vindo a ganhar desde que se estrearam o ano passado com o EP ‘Into the Woods’ e o álbum ‘My Head is a Animal’, é, de todo, merecido. O palco secundário foi, na verdade, demasiado pequeno para tanta gente histérica por dançar ao som dos islandeses. Tónico perfeito para Twin Shadow e Alt-J, os nomes que se seguiram, antes de o público debandar para o palco principal para ver os cabeças de cartaz da noite.
DJANGO DJANGO RECORDA 'MADCHESTER'
Com apenas um álbum e meia dúzia de singles como carta de apresentação, os ingleses Django Django souberam entusiasmar os fãs com um concerto festivo e sem nenhum momento de descanso. Sempre em alta velocidade, com todas as pessoas aos saltos, em várias passagens quase que se regressou ao ambiente ‘madchester, do princípio da década de 90. E se o psicadélico Bez, o ‘performer’ dos Happy Mondays, entrasse de repente em palco com as suas maracas, ninguém ficaria admirado. Pelo contrário, era mais um a juntar-se à loucura que se tinha instalado no segundo palco do Alive.
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