Leilão recupera casa

Agatha Christie (1890-1976) morreu há 30 anos e, além de obra feita, deixou uma casa em Devon, Inglaterra, cuja manutenção obriga a um leilão, agendado para hoje, de 30 dos seus livros.

12 de setembro de 2006 às 00:00
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A leiloeira responsável é a Bearne’s de Exeter e, de acordo com um dos seus proprietários, Andrew Thomas, muitas das obras contêm dedicatórias “muito pessoais” dirigidas a membros da família da autora, nomeadamente à filha Rosalind e ao cunhado James Watts, entre outros. Pormenores que seguramente vão fazer ‘disparar’ as licitações.

Entre as obras a leiloar, conta-se uma segunda edição de ‘Morte na Mesopotâmia’, de 1936, que tem por base de licitação um valor de 1314 euros.

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Mas há mais. Um exemplar encadernado em couro e avaliado em 1168 euros reúne três das mais conhecidas obras de Agatha Christie, a ‘Dama do Crime’, como foi carinhosamente baptizada. São elas: ‘A Morte de Roger Ackroyd’, ‘Sangue na Piscina’ e ainda ‘O Segredo de Chimneys’.

A abertura ao público da casa de Devon, antiga residência da filha e do marido da escritora, está prevista para 2008. Assim o leilão corra bem!

Greenway

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Em 2000, esta casa de família, de nome Greenway, foi doada ao estado britânico, recebendo o título de património nacional. Desde então, os seus jardins receberam já inúmeros visitantes e a casa, retiro de eleição do casal Mallowan constituído por Max e Agatha.

Max foi o segundo marido da escritora. Depois de um conturbado primeiro casamento, Agatha casou de novo, enlace este que se reflectiu na inspiração para os seus livros, nomeadamente em ‘Morte na Mesopotâmia’. Max Mallowan era arqueólogo e, com ele, Agatha viajou muito e foi participante activa de muitas das suas escavações arqueológicas, matéria de inestimável valor para mais livros.

Em Greenway, os Mallowen recarregavam baterias, dedicando-se à horticultura e à floricultura. O resultado é uma área verde de 121 hectares onde se exibem 2700 diferentes espécies de árvores. Cuja manutenção custa dinheiro.

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Agatha (Mary Clarissa) Christie nasceu em Torquay (15 de Setembro de 1890), morreu em Wallingford (12 de Janeiro de 1976) e entre uma e outra data sagrou-se a mais bem sucedida romancista policial britânica. ‘A Dama do Crime’, cognome de que muito se orgulhava, deixou escritas para cima de 300 obras (entre romances de mistério, poesia, peças para rádio e teatro, contos, documentários, uma autobiografia e seis romances publicados sob o pseudónimo de Mary Westmacott), muitas das quais adaptadas ao cinema e televisão.

São obra sua personagens como Hercule Poirot e Miss Marple, Tommy e Tuppence Beresford ou Mr. Quin. Em 1956, o reconhecimento chega por via do título ‘Commander of the British Empire’ e, em 1971, com ‘Dame of the British Empire’.

VINTE LIVROS NO CINEMA E TELEVISÃO

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‘A Vivenda Trágica’ (1937)

‘Convite para a Morte’ (1945)

‘Testemunha da Acusação’ (1957)

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O Fio da Meada (1960)

‘O Estranho Caso da Velha Curiosa’ (1961)

A Velha Descobre o Crime (1963)

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‘A Velha Investiga’ (1965)

‘ Alfabeto do Crime’ (1965)

‘Dez Convites para a Morte’ (1966)

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‘Noite Sem Fim’ (1971)

‘Sombras do Passado’ (1973)

’Um Crime no Expresso do Oriente’ (1974)

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‘Morte no Nilo’ (1978)

‘O Espelho Quebrado’ (1980)

‘Perguntem a Evans’ (1980)

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‘Morte ao Sol’ (1981)

‘Assassino Passional’ (1982)

‘O Mistério dos Sete Relógios’ (1982)

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‘Mistério nas Caraíbas’ (1983)

‘Contos de Agatha Christie’ (1983)

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