LILLE RECEBE RUBENS
A cidade francesa de Lille estreia-se no título de Capital Europeia da Cultura com uma retrospectiva do pintor flamengo Rubens (1577-1640).
Trata-se de uma exposição que reúne trabalhos oriundos de uma dezena de países, sendo mesmo a primeira grande retrospectiva do grande mestre do século XVII a exibir em França.
Polifacetado na vida como na obra, o pintor não só deixou a sua marca nos primórdios do Barroco como ainda teve o mérito de cair nas boas graças das principais cortes europeias.
De acordo com os peritos, das mãos de Rubens terão saído qualquer coisa como, 1400 telas, às quais Lille pretende agora dar a visibilidade possível.
Nesse sentido, não foram poupados esforços nem contactos, nomeadamente, junto dos museus de Espanha, Alemanha, Austria, Bélgica, Reino Unido, Itália, Holanda, Russia, naturalmente, França e ainda os Estados Unidos... Uma manobra diplomática bem sucedida e tudo em nome da ”prolixa arte de um diplomático da arte”, de acordo com o comissário da mostra, Arnauld Brejon de Lavergnés.
A presente mostra distribui-se por módulos, um por cada uma das fases mais significativas do trabalho do artista, permitindo, assim, acompanhar o seu processo criativo.
De destacar o núcleo que contempla as obras que testemunham os primeiros oito anos em busca de um estilo que fosse o seu e ainda o dos retratos da melhor burguesia flamenga a quem tão bem soube agradar, assim como ao clero, por encomenda de quem terá criado ‘O Descanso na Cruz’, em exposição.
Lille, recorde-se, partilha o título de Capital Europeia da Cultura com a cidade italiana de Génova, e tem postos em si os olhos do Mundo, pelo menos até ao dia 14 de Junho, data em que se encerram as portas do Palácio das Belas Artes, onde até lá se pode e deve ver e rever as 160 telas das 1400 criadas por Rubens.
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