Livrarias não vão vender livros durante um dia em forma de protesto

Livrarias independentes alertam para falta de apoios.

07 de junho de 2020 às 10:03
Livraria Foto: João Cortesão
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A RELI - Rede de Livrarias Independentes lançou este sábado o manifesto ‘UMA (so)CI(e)DADE SEM LIVRARIAS’, que vai ser levado a algumas das suas lojas por todo o País com o objetivo de chamar a atenção para o "insuficiente apoio do Estado português" ao setor face à pandemia.

Assim, durante um dia, uma ou mais livrarias de uma determinada cidade vão estar abertas, mas não vão vender livros, informando os seus clientes sobre este manifesto, que diz: "Hoje a livraria não vende livros para que as cidades continuem a ter livrarias no futuro."

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"A ação vai percorrer várias livrarias do País, sem aviso da data agendada. Será assim que acontecerá numa cidade sem livrarias: uma pessoa entra numa livraria para comprar aquele livro que queria muito ler, mas não o pode fazer", explica a Fonte de Letras, de Évora, onde este sábado arrancou a iniciativa, aproveitando a visita oficial da ministra da Cultura, Graça Fonseca, à cidade.

Pretende-se com esta ação que "os órgãos do Estado, leitores, autores, editoras e a sociedade em geral percebam e sintam o importante papel das livrarias independentes na preservação da diversidade editorial e da vida cultural", acrescenta.

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A RELI é uma associação livre de apoio mútuo que foi criada em abril, fora dos grandes grupos editoriais, para "coordenar esforços para enfrentar a crise no mercado livreiro, que vem comprometendo, já há vários anos, a existência de pequenas livrarias".

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