Livrarias pedem alívio para sufoco financeiro causado pela pandemia

Setor está a trabalhar com o Governo para que as medidas cheguem a todos.

04 de fevereiro de 2021 às 08:18
Graça Fonseca Foto: Lusa
Graça Fonseca, ministra da Cultura Foto: Lusa

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Numa tentativa de sobreviver à pandemia e evitar encerramentos em massa, a Rede de Livrarias Independentes (RELI) esteve esta quarta-feira reunida com a ministra da Cultura e com a Direção-Geral do Livro e das Bibliotecas (DGLAB) para discutir os apoios ao setor, que tem sido “extremamente afetado”.

“Discutimos os novos apoios e a ministra pediu o nosso contributo, para ter a certeza de que ninguém fica de fora”, disse ao CM Rosa Azevedo, da direção da RELI e proprietária da livraria Snob. “É verdade que consideramos as ajudas insuficientes, mas também compreendemos o esforço que o Ministério da Cultura está a fazer”, acrescentou.

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Graça Fonseca anunciou no início da semana que os apoios destinados a autores, editores e livreiros, divulgados a 14 de janeiro, podem ser requeridos em março. O Governo irá aplicar 300 mil euros no programa de aquisição de livros a pequenas e médias livrarias independentes, para distribuição pelas bibliotecas da Rede Nacional de Bibliotecas Públicas. Além disso será criada uma “linha de apoio à edição para editoras portuguesas, destinada a comparticipar financeiramente o custo de edição de livros”, também no valor de 300 mil euros.

Recorde-se que o Governo proibiu a venda de livros em espaços comerciais para evitar o “desequilíbrio de mercado”, mas a RELI acredita que tal medida “não eliminará o risco de desaparecimento das livrarias de proximidade”. Já a Associação Portuguesa de Editores e Livreiros (APEL) considera-a “censória”.

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