MAIS FILMES PORTUGUESES EM 2003
Apesar das restrições orçamentais previstas para 2003, este deverá ser um ano de aumento da produção assinalável de cinema devido à transição de projectos que não puderam ser concretizados em 2002.
Em declarações à Lusa, Paulo Trancoso, presidente da Associação de Produtores de Cinema (APC), salientou que estes profissionais esperam sobretudo um ano com a "regularização financeira do sector", que viveu quase dois anos muito complicados em consequência da crise no Instituto do Cinema, Audiovisual e Multimédia (ICAM).
Por detrás da situação no ICAM esteve a crise económica nas televisões pública e privadas, que atrasaram o pagamento de mais de cinco milhões de euros em taxas sobre a publicidade. Facto que deixou o ICAM de ter capacidade para apoiar o sector do cinema e audiovisual, que exigiu durante o segundo semestre um plano de emergência.
Assim, o ano passado foi um dos piores para os produtores, já que muitos deles "ficaram praticamente falidos com esta situação crítica" e, por outro lado, "o ICAM não teve a possibilidade de abrir todos os concursos habituais".
No entanto, apesar das previsões de um ano difícil em 2003, Paulo Trancoso assinala que a produção deverá aumentar com a transição dos projectos não realizados em 2002. "Os dois últimos anos foram maus para o cinema português, com pouca produção e espectadores, mas mesmo assim em 2002 houve mais portugueses a ver cinema do seu País devido a filmes como ‘O Delfim’ e ‘A Selva’", recordou.
Ainda em 2003, a APC espera que se concretize a contabilização electrónica de bilhetes nos cinemas, "para uma clarificação de dados sobre os espectadores", bem como o estabelecimento de contratos-tipo com as operadoras de televisão.
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