Manson troca música por cinema
Marilyn Manson poderá ter efectuado em Maio último – no Festival Super Bock Super Rock – a sua última aparição em palcos nacionais. É que o músico prepara-se para trocar a música pelo cinema e outras formas de arte ‘horripilantes’.
A revelação foi feita pelo próprio em entrevista à revista ‘Rolling Stone’, “Não quero mais fazer arte que outras pessoas – em especial as companhias discográficas – transformam num produto”, disse Manson, acrescentando que doravante só pretende “criar arte”. E tem já designação para o género que deseja inaugurar: ‘horripilation’ (horripilante). Segundo Manson, trata-se de uma forma de arte que “é horripilante e depilatória. Vai horrorizar os cabelos das pernas”, disse.
A primeira incursão de Manson fora da música será no cinema: “Outro dia peguei no cadáver de um macaco de 80 anos, deitei-lhe fogo, atirei-o para uma piscina e filmei-o debaixo de água. Foi lindo, uma espécie de Titanic, Hindenburg e King Kong misturados num só”, afirmou.
Além desta ‘curta’, Manson planeia colocar em breve no seu ‘site’ o filme ‘Fantasma Gloria’, uma colecção de quatro pequenos filmes. “São as visões de Lewis Caroll – na verdade eu desempenho Caroll”, disse à ‘Rolling Stone’. No primeiro filme, Manson explora a origem de ‘Alice no País das Maravilhas’. “Posso dizer que as raparigas que fazem de ‘Tweedle Dee’ e ‘Dum’ são gémeas que se envolvem real e sexualmente uma com a outra. Gosto de fazer os sonhos tornarem-se realidade”, acrescentou.
Manson planeia ainda abrir uma galeria de arte em Los Angeles, publicar um livro de pintura e converter a sua adega num antro de ópio. “Não bebo vinho”, justificou.
O músico tem ainda mais 18 canções prontas mas, garantiu, “não vale a pena colocá-las agora no mundo. Primeiro vamos dominá-lo [o mundo] com a arte horripilante”.
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