Margarida e os outros
Todas as pessoas são normais até as conhecermos melhor podia ser a moral da história que Margarida Rebelo Pinto escreveu e a Oficina do Livro acaba de editar sob o título de ‘Pessoas Como Nós’.
“Este é um grande livro que vai calar e irritar muita gente. É o regresso da Margarida ao seu melhor”, segundo as premonições de Francisco José Viegas, apresentador de serviço à obra que, na noite de quinta-feira, reuniu no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz amigos e conhecidos, curiosos e admiradores da escritora.
NÃO HÁ COINCIDÊNCIAS
Quando, aos sete anos de idade, Margarida Rebelo Pinto comunicou à família a decisão de tornar-se escritora, não custa a crer, não houve quem lhe desse ouvidos mas a vida foi-lhe justa e, quatro romances, três livros de crónicas, dois argumentos para cinema e duas peças de teatro mais tarde não há quem não lhe conheça obra feita.
Conhecida mas não reconhecida, ela não se atrapalha. Amada por uns, odiada por outros, o seu a seu dono: por causa dela, muitos mais lêem muito mais.
Ao quinto romance, ‘Pessoas Como Nós’, as questões não mudam muito, se calhar porque as respostas também não: o que pode separar duas irmãs? Como se perde uma grande amizade? E o amor de uma vida?
“Talvez a minha mãe tenha razão quando diz que as únicas famílias felizes são as que se conhecem mal”, escreve.
E foi assim que a chamada ‘literatura light’ se lhe colou aos livros desde o primeiro (‘Não Há Coincidências’, 2000) mas o sucesso das vendas é quanto basta para lhe confirmar a determinação de menina e, com cinco anos no activo, decididamente, não há coincidências!
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