Mariah Carey com o diabo no corpo
Londres, 2 de Abril de 2008. Mariah Carey atravessa gloriosa a passadeira vermelha estendida à porta da Selfridges, engalanada para receber tão ilustre visita. Junto à loja, o corrupio não pára com centenas de fãs a quererem ver a diva do R&B. <br/><br/>
Não é para menos. Três anos depois de ‘The Emancipation of Mimi’, que vendeu 12 milhões de cópias em todo o Mundo, a cantora norte-americana está de regresso aos originais, com passagem assegurada pela Europa para apresentar ‘E=MC2’. Mais concretamente para mostrar ‘Touch My Body’, primeiro single de um disco onde faz contas à vida, tentando manter-se à tona numa altura em que uma recessão nunca vista atinge a indústria musical.
Poucos dias após Mariah Carey aterrar na capital inglesa, saiu nos Estados Unidos mais uma edição da revista ‘Allure’, em que a cantora aparece na capa e esclarece alguns pormenores da sua vida atribulada. Entre eles o facto de a olharem como alguém que só vale pela sensualidade e por ter um palminho de cara. "É uma dicotomia, eu percebo. Como percebo que as pessoas pensem que sou uma ‘bimba’ anormal. Sempre tive, e ainda tenho, uma auto-estima muito baixa."
A autora de sucessos como ‘Honey’, ‘Dream Lover’ ou ‘Hero’ revela ainda à mesma publicação que tem um "complexo total" em relação ao corpo, que não dispensa os conselhos de um personal trainer para manter os músculos firmes e que se sente muito orgulhosa por contar quase duas décadas de carreira. "Estou aqui há 18 anos. Posso ser louca, mas não sou estúpida."
A partir de hoje, com 11 álbuns no currículo, Mariah mostra isso mesmo. E até explica a fórmula, que agora copia a Einstein e tem muito de relativo. Aos 38 anos – feitos no dia 27 de Março – não tem namorado fixo, é multimilionária e adorna melosas canções com grandes doses de sensualidade. A idade parece não passar por ela.
PERFIL
Mariah Carey nasceu em Long Island, Nova Iorque, a 27 de Março de 1970. Aos 20 anos lançou o primeiro álbum, homónimo, sob a direcção de Tommy Mottola, executivo da Columbia Records com quem casou em 1993 – separaram-se em 97. Depois fez história ao tornar-se na primeira artista cujos cinco primeiros discos atingiram o topo da tabela da Billboard.
Em 2001, com a popularidade em declínio, saiu da Columbia e viu o contrato com a Virgin Records cancelado após sofrer um colapso mental. Um ano mais tarde assinou pela Island Records e, após um período longe do sucesso, voltou a brilhar na música pop, em 2005, com ‘The Emancipation of Mimi’. Já conquistou cinco prémios Grammy e ‘E=MC2’, hoje editado, é o seu 11.º registo de originais.
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