Marisa Monte arrasa Porto

A história de Marisa. De Marisa Monte – a voz brasileira – tímida, mas sempre segura, encantada e rendida a um Coliseu do Porto que, não estando lotado, bem o parecia tal a intensidade dos aplausos.

07 de setembro de 2006 às 00:00
Partilhar

“Agora sim, estou em casa”, cantou a falar, ou falou enquanto cantava, depois de cinco temas terem já aquecido a sala portuense. O público já há muito mostrava sentir-se em casa. Esperou impaciente a chegada de Marisa ao palco, recebeu-a com entusiasmo... e não a queria deixar ir embora.

Entre a assistência, pouco se ouviam as vozes dos presentes, que pareciam apenas sussurrar, como que a medo de estragar o encanto do momento. Um espectáculo tão intimista que quase dava a ideia de que este era um concerto para amigos, para uma plateia bem mais reduzida do que a que realmente preenchia o Coliseu.

Pub

Já a música ‘Velha Infância’ – conhecida pela mão dos Tribalistas (projecto conjunto com Carlinhos Brown e Arnaldo Antunes) e ontem interpretada a solo por Marisa – foi entoada por todos, enchendo a casa.

Pelo meio, tempo ainda para o elogio à nova geração de cantores brasileiros: “No Brasil há sempre uma grande polémica sobre o samba, se morreu ou se continua a viver. Toda a produção da nova geração prova que só não morreu, como renasce todos os dias”, disse emocionada, antes de cantar ‘Vai Saber’, de Adriana Calcanhotto.

A maioria dos temas que anteontem ecoaram pelo Coliseu saíram de ‘Universo ao Meu Redor’ e ‘Infinito Particular’, os últimos dois discos de Marisa, editados este ano, de repertório inédito. No fim, a sala demorou a ficar vazia... o público queria (ainda) mais.

Pub

Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?

Envie para geral@cmjornal.pt

Partilhar