Meio século a "fazer teatro que apaixona"
Trigo Limpo Teatro Acert celebra 50 anos de existência.
O que em 1976 começou como um grupo de teatro de amadores em Tondela, passou em 1979 a associação cultural em 1979 e em 1987 semiprofissionalizou-se. O Trigo Limpo Teatro Acert – que este ano está a celebrar 50 anos de existência – é um projeto que nasceu da vontade de descentralizar a cultura em Portugal e se afirma, em 2026, como uma força criativa consistente, com impacto nacional e internacional.
Ao CM, o diretor artístico Pompeu José admite que, mesmo com meio século de existência, “as dificuldades persistem e são as mesmas para todas as companhias: saber se o apoio da DGARtes vem, ou não, a cada ano”. “Sofremos com isso, mas as alegrias compensam-nos largamente”, garante o também ator e encenador, que atualmente gere uma equipa de 16 pessoas e trabalha para uma comunidade que estravasa a região. “Sentimos que o nosso trabalho corresponde às expectativas do público e temos orgulho em afirmar que fazemos serviço público.
As nossas produções rodam: só neste ano temos agendadas 70 apresentações fora de casa, incluindo passagens por Macau e pela Guiné Bissau”, elucida. Com mais de 150 produções no currículo, o Trigo Limpo Teatro Acert tem um só lema: partilhar aquilo que ama. “Onosso conceito é mostrar aos outros aquilo que gostamos de ver, o teatro que nos apaixona”, explica Pompeu José. Num ano todo ele de festa e celebração, o Trigo Limpo Teatro Acert tem prevista, para maio, a estreia da primeira grande aposta da temporada: ‘Carrossel’. “É um texto encomendado a Pedro Leitão e que corresponde à nossa necessidade de refletir sobre o nosso percurso”, afirma o responsável. Prevista está também a 32.ª edição do festival Finta, que espera mais dois mil espectadores em seis dias. “Não se pode é parar”, conclui Pompeu José.
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