Michael Kiwanuka: "Ainda não consegui sentir o êxito em Portugal"
O jovem britânico, autor do disco 'Home Again', vem mostrar a sua soul no Vodafone Mexefest, no serão deste sábado. Concerto está marcado para as 21h30 no Teatro Tivoli. Ao CM, o artista de 24 anos fala sobre o seu estilo e revela que já está a pensar em novas canções
É a segunda vez, em menos de um ano, que actua em Portugal. Como explica este sucesso?
A rapidez com que se tornou um êxito surpreendeu-o?
Sim, totalmente. Tenho feito uma digressão europeia e tenho conseguido contactar com fãs de várias nacionalidades. É uma óptima sensação até porque nunca pensei que acontecesse deste modo. Nunca se sabe até onde se pode ir...
Tem sido comparado a nomes como Bill Withers ou até Ottis Redding. Sente o peso da responsabilidade?
Não exactamente. São alguns dos nomes que ouço e não posso ser como eles. Mas é bom quando os referem porque adoro-os. Sei que há pessoas que pensam que sou muito mais velho do que realmente sou. E ficam surpreendidas...
Como descreve a sua música em termos de estilo?
É essencialmente uma mistura entre folk e soul.
Começou a cantar as canções do disco ‘Home Again' há quatro anos em pubs. Como correu essa experiência?
Quando surgiu a oportunidade de gravar um disco?
Gravei uma demo quando tinha 22 anos e começou tudo por aí. A partir daí conheci pessoas ligadas à indústria e a gravação do disco apareceu logo depois.
Mas começou por tocar apenas guitarra. Quando é que descobriu a sua voz?
Foi essencialmente quando comecei a levar a composição mais a sério. É mais fácil criar primeiro com o som da guitarra e a melodia e a letra vêm depois. Estou agora a tentar preparar novas canções, mas ainda não sei quando avanço para um segundo disco. Espero bem poder gravá-lo.
Sente a pressão de ter de fazer ainda melhor do que com ‘Home Again'?
Sim, isso é verdade. Mas tenho de continuar a trabalhar. É certo que há pressão pela boa forma como o primeiro disco foi recebido. É tudo um pouco assustador.
Fez algumas primeiras partes de concertos da Adele...
Sim, fiz logo depois do lançamento deste gigantesco disco que é ‘21'. Na altura ela já era uma grande estrela e foi bom acompanhar parte da sua evolução.
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