Morreu Doris Day, a rapariga americana
Hollywood despede-se de uma das suas grandes lendas. Atriz morreu aos 97 anos.
Foi o rosto da América otimista do pós-guerra, e a mulher com quem todos os homens sonhavam casar.
Doris Day, que brilhou como cantora e atriz nas décadas de 50 e 60, morreu esta segunda-feira, aos 97 anos, vítima de pneumonia.
Oriunda de uma família de ascendência alemã, e de nome verdadeiro Doris Kappelhoff, a sua vida pessoal foi difícil. Aos 18, estava divorciada e com um filho nos braços.
O segundo casamento durou três anos (o marido era ciumento) e aos 46 anos a atriz enviuvou e descobriu que o terceiro marido lhe tinha gastado a fortuna, deixando-a cheia de dívidas. Ainda tentou o matrimónio uma quarta vez, mas a ligação durou quatro anos.
No trabalho, porém, é difícil imaginar um percurso mais feliz: Doris descobriu o talento para cantar aos 16 anos e a qualidade da sua voz valeu-lhe o passaporte para a fama.
Na década de 50 era a cantora mais bem paga dos Estados Unidos. O realizador Michael Curtiz, que a "descobriu" e lhe ofereceu o primeiro papel no cinema, em 1948 (‘Romance no Mar Alto’), diz que andava à procura da "típica rapariga americana".
E Doris Day nunca mais deixou de viver com essa imagem. Mesmo que isso lhe tenha condicionado a carreira.
PORMENORES
Sucesso comercial
O maior sucesso comercial da carreira de Doris Day aconteceu com ‘O Amor é Coisa de Dois’ (1951), que foi o filme mais visto nos EUA durante 20 anos.
O filme preferido
Em 1955, Doris Day brilhou em ‘Ama-me ou Esquece-me’. Foi uma das suas primeiras interpretações dramáticas e o seu desempenho preferido no ecrã.
Uma nomeação ao Óscar
Ao longo da sua extensa carreira, Doris Day esteve nomeada uma única vez aos Óscares. Aconteceu em 1960, com o filme ‘Conversa de Travesseiro’.
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