Morreu Mário Ventura
Mário Ventura Henriques, escritor, jornalista e fundador do Festival Internacional de Cinema de Tróia (Festróia), faleceu ontem no Hospital Pulido Valente, em Lisboa, aos 70 anos. O funeral realiza-se hoje às 16h00, da Igreja de S. Paulo, em Setúbal, para o Cemitério de Nossa Senhora da Piedade, na mesma cidade.
De acordo com o escritor Francisco José Viegas, Grande Prémio de Romance e Novela da APE 2005, Ventura era “uma pessoa muito generosa, politicamente comprometida, ligado à tradição neo-realista” e a sua obra representa “uma literatura de grande generosidade”.
Por sua vez, o escritor Armando Baptista-Bastos lamentou que Ventura tenha sido “injustamente esquecido” e diz que “a sua importância na literatura não foi reconhecida (...)”
Nascido em Lisboa em 1936, Mário Ventura foi o fundador do Festróia, cuja primeira edição ocorreu em 1985 em Tróia. Já na sua 22.ª edição, o certame realiza-se em Setúbal desde 1995.
Antigo presidente da Associação Portuguesa de Escritores (APE), Mário Ventura é autor de uma vasta obra, que inclui o romance, o conto e a narrativa. Em 1985, o romance ‘Vida e Morte dos Santiagos’ obteve o Prémio PEN Clube Português, galardão que voltaria a conquistar, em 1991, com ‘Évora e os Dias da Guerra’.
Como jornalista, Mário Ventura trabalhou em vários jornais, tendo fundado e dirigido o semanário ‘Extra’.
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